72ª Assembleia Geral da ONU começa debate nesta terça-feira; veja os principais temas que devem ser tratados

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Assembleia Geral da ONU (Foto: AP )Assembleia Geral da ONU (Foto: AP )

Assembleia Geral da ONU (Foto: AP )

Os líderes mundiais estão em Nova York para discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas a partir desta terça-feira (18), e devem abordar as principais crises e desafios mundiais em seus discursos.

A fala mais mais esperada é a do presidente dos EUA, Donald Trump, que estreia na ONU após sua posse em janeiro desse ano. Outro estreante será o recém-eleito secretário-geral da organização, o português António Guterres.

O primeiro chefe de Estado a falar no plenário, como manda a tradição da organização, é o presidente do Brasil, Michel Temer.

Esta edição da Assembleia, no entanto, também terá desfalques relevantes: o russo Vladimir Putin, o chinês Xi Jinping e a alemã Angela Merkel não participam. Também não estará presente a chanceler birmanesa e prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que está às voltas com a crise da minoria muçulmana rohingya.

Veja os principais temas que devem ser tratados na Assembleia:

Kim Jong-Un inspeciona suposta bomba de hidrogênio  (Foto: KCNA via REUTERS)Kim Jong-Un inspeciona suposta bomba de hidrogênio  (Foto: KCNA via REUTERS)

Kim Jong-Un inspeciona suposta bomba de hidrogênio (Foto: KCNA via REUTERS)

A crise coreana é certamente uma das questões mais urgente a serem discutida pelos líderes mundiais. Por enquanto, Pyongyang não parece querer interromper seu programa balístico. Na última quinta-feira, Kim Jong-un lançou um novo míssil, desafiando as recentes sanções do Conselho de Segurança da ONU contra seu país.

No começo do mês, a Coreia do Norte tinha testado uma bomba de hidrogênio. Enquanto isso, os Estados Unidos ameaçaram o regime com um ataque militar, embora Washington continue acreditando em uma solução diplomática. Na próxima quinta-feira, Trump se reunirá com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe e o presidente sul-coreano Moon Jae-in, para discutir o assunto.

A nova administração Trump foi marcada pela nomeação de Nikki Haley, ex-governador da Carolina do Sul, como embaixadora dos EUA na ONU, que tem falado duro contra Pyongyang e, em resposta, foi alvo de ofensas por parte do governo da Coréia do Norte que, através de sua agência de imprensa estatal KCNA, a definiu como “uma amadora” que estaria “difamando” a Coreia do Norte na “inexistente questão de direitos humanos”.

A questão norte-coreana é também extremamente divisória entre as principais potencias internacionais, especialmente EUA, China e Rússia. Pequim e Moscou, únicos países que ainda apoiam o regime de Pyongyang, se irritaram após a aprovação de novas sanções unilaterais pelo Congresso americano e, portanto, podem se posicionar de forma diferente de Washington.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala em seu programa semanal na TV venezuelana (Foto: Miraflores Palace/ Reuters)Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala em seu programa semanal na TV venezuelana (Foto: Miraflores Palace/ Reuters)

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala em seu programa semanal na TV venezuelana (Foto: Miraflores Palace/ Reuters)

Outra questão no centro da pauta dessa Assembleia Geral é a Venezuela de Nicolás Maduro. O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ràad al Hussein, já anunciou a abertura de uma investigação sobre o “uso excessivo” da força por parte das autoridades venezuelanas e sobre a “detenção arbitrária de manifestantes e supostos opositores políticos”, chegando a acusar o país sul-americano de cometer “crimes contra a humanidade”.

Mais de 130 pessoas morreram de abril até hoje por causa dos confrontos entre manifestantes e forças de segurança venezuelanas. A situação continua grave, com cidadãos sofrendo por causa da ausência de produtos básicos e remédios. Até o Papa Francisco lançou um apelo para que as Nações Unidas “façam ouvir sua voz naquele país para ajudar os venezuelanos” .

Migrantes no Mediterrâneo  (Foto: Reuters)Migrantes no Mediterrâneo  (Foto: Reuters)

Migrantes no Mediterrâneo (Foto: Reuters)

Outra grande questão de política internacional é a crise migratória. Como lembrou o primeiro-ministro italiano Paolo Gentiloni, “o desafio das migrações será um dos assuntos centrais durante a Assembleia Geral das Nações Unidas”.

Um problema que, segundo muitos países europeus, não se resolve somente através do contraste ao tráfico de seres humanos, e sim também através de ajuda ao desenvolvimento econômico e fomento tecnológico e a necessidade de reconstruir o equilíbrio político e social em muitos países, como a Líbia.

Refugiados rohingya, que recentemente atravessaram a fronteira entre Mianmar e Bangladesh, esticam os braços para pegar alimentos distribuídos por agências humanitárias, perto do campo de refugiados de Balukhali, Bangladesh (Foto: Dar Yasin/AP)Refugiados rohingya, que recentemente atravessaram a fronteira entre Mianmar e Bangladesh, esticam os braços para pegar alimentos distribuídos por agências humanitárias, perto do campo de refugiados de Balukhali, Bangladesh (Foto: Dar Yasin/AP)

Refugiados rohingya, que recentemente atravessaram a fronteira entre Mianmar e Bangladesh, esticam os braços para pegar alimentos distribuídos por agências humanitárias, perto do campo de refugiados de Balukhali, Bangladesh (Foto: Dar Yasin/AP)

Também durante a sessão da Assembleia Geral devem ser tratadas questões como a crise na Birmânia, onde está ocorrendo uma grave onda de violência contra a minoria muçulmana dos rohingyas, que acabam por tentar fugir, em massa, para o vizinho Bangladesh.

Também devem vir à tona as crises no Oriente Médio, como a guerra na Síria, que chegou a seu sexto ano de duração, as recentes derrotas do Estado Islâmico, a complexa questão israelo-palestina e as ambições nucleares do Irã.

Fonte: G1

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