Após morte de funcionária, Luiza Trajano intensifica luta contra o abuso

Luiza Trajano é presidente do conselho varejista da Magazine Luiza. A empresária tomou uma atitude importante pela garantia dos direitos das mulheres ao saber do homicídio de uma funcionária da empresa.

Denise Neves dos Anjos, de 37 anos, era gerente da unidade da loja em Campinas, no interior de São Paulo. A mulher foi esfaqueada até a morte no quarto. O marido, principal suspeito, foi encontrado morto dentro de seu carro.

A história é forte e deixou todo mundo chocado. Ao saber que Denise foi encontrada amarrada e com o pescoço cortado, Luiza Trajano decidiu tomar uma atitude para evitar que outros casos assim aconteçam.

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Luiza Trajano se engajou na luta pelos direitos das mulheres

Em entrevista à InfoMoney, ela fala sobre a violência excessiva que atinge mulheres em todo o país. “Eu fiquei muito mal. Eu sabia que há muito tempo uma mulher é morta no Brasil a cada duas horas, mas confesso que achei que era uma questão muito distante de nós”.

Desde então, as coisas mudaram na empresa e as funcionárias da Magazine Luiza se sentiram mais protegidas. Foi criada uma linha telefônica para a realização de denúncias de casos ou suspeita de feminicídio. Até o momento foram 180 chamadas.

Pensando na integração, Luiza Trajano aprovou uma medida estabelecendo pelo menos 2% das vagas reservadas em empresas terceirizadas para mulheres vítimas de agressão. No Dia da Mulher a empresa vendeu 30 mil colheres ao preço de R$ 1,80.

“Vamos meter a colher sim” era o mote da campanha, acabando com a máxima de que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”.


Fonte: R7