Após seis dias na China, Temer embarca de volta para o Brasil

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Após seis dias de compromissos na China, o presidente Michel Temer embarcou de volta para o Brasil no iníico da terça-feira (5) no fuso horário chinês (ainda madrugada em Brasília).

Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, o presidente deve desembarcar na capital federal nesta quarta (6), véspera do feriado da Independência. O peemedebista vai acompanhar o desfile de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios ao lado de ministros.

Temer iniciou o retorno ao Brasil em um momento de turbulência política em razão da abertura de uma investigação, determinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apurar se delatores da JBS omitiram informações no acordo de delação premiada.

Novos áudios foram entregues pelos delatores à PGR na quinta (31) e, conforme Janot, tratam de fatos “gravíssimos”. O material foi remetido o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, relator do caso na Corte. O advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, afirmou ao G1 que pedirá nesta terça ao magistrado acesso às gravações.

Janot denunciou o presidente em junho, por corrupção passiva, com base nas informações dos executivos da J&F, grupo que controla o frigorífico JBS. Existe no meio político a expectativa do uso destas mesmas delações em uma eventual segunda denúncia contra Temer. O G1 apurou que o Palácio do Planalto acredita que o desgaste provocado pelo casa enfraquece uma nova acusação feita pela PGR.

Ainda na China, o presidente afirmou a jornalistas que vê com “serenidade” a investigação aberta por Janot, cujo resultado pode ser a rescisão do acordo de colaboração dos irmãos Joesley e Wesley Batista e de seus executivos na J&F.

Temer deixou Brasília na última terça-feira e desembarcou na China na quinta, após escalas em Portugal e Cazaquistão, que serão repetidas na viagem de volta. No período, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fica como presidente da República em exercício.

No país asiático, Temer passou por Pequim, para uma visita de estado, e Xiamen, que recebeu a cúpula do Brics, bloco de países emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Em Pequim, o presidente teve encontros com empresários chineses para apresentar os novos projetos de concessões e privatizações do país. Ele também se reuniu com o presidente da China, Xi Jinping. Brasil e China assinaram 14 atos internacionais, conforme a assessoria do Planalto.

Na cúpula do Brics, os países que integram o bloco discutiram questões de cooperação econômica, desenvolvimento sustentável e a escalada da tensão na Coreia do Norte. Temer também tratou da abertura de um escritório do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco do Brics, no Rio de Janeiro ou São Paulo.

Fonte: G1

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