Aprovar Previdência em 2018 será ‘ótimo’, mas se não der ‘não é o fim do mundo’, diz Mansueto | Economia

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, avaliou nesta quinta-feira (8) que será “ótimo” se algum item da reforma da Previdência Social for aprovado ainda neste ano. Acrescentou, porém, que se não for possível “não é o fim do mundo”.

Enviada em 2016 pelo governo do presidente Michel Temer, a proposta chegou a ser aprovada em uma comissão especial da Câmara, em maio de 2017, mas não avançou desde então por falta de consenso entre os partidos.

A reforma foi apresentada via Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que exige a aprovação de três quintos dos parlamentares (308 votos na Câmara e 49 no Senado). O presidente eleito Jair Bolsonaro, contudo, avaliará com aliados como aprovar itens que não alterem a Constituição, o que exige menos votos.

“Se conseguir fazer algo esse ano, ótimo. Mas se não conseguir, não é o fim do mundo. O importante é aprovar no próximo ano, porque sem aprovar reforma da Previdência não haverá ajuste fiscal no Brasil”, declarou Mansueto.

Mansueto deu a declaração ao deixar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo. Ele se reuniu com a equipe econômica do futuro governo.

Desde que foi eleito presidente da República, no último dia 28 de outubro, Bolsonaro tem defendido que o Congresso aprove algum item da reforma ainda este ano.

Bolsonaro diz que Guedes deveria ter usado a palavra ‘convencimento’, e não ‘prensa’

Bolsonaro diz que Guedes deveria ter usado a palavra ‘convencimento’, e não ‘prensa’

Mudanças ‘infraconstitucionais’

Bolsonaro e a equipe econômica do futuro governo estudam a possibilidade de fazer alterações nas regras previdenciárias ainda neste ano por meio de uma reforma “infraconstitucional”, ou seja, sem modificar a Constituição.

Se isso acontecer, as mudanças podem ser aprovadas via projetos de lei, que exigem menor quórum para aprovação.

O secretário do Tesouro declarou nesta quinta-feira que uma versão reduzida da reforma “vai ser uma boa sinalização”, mas acrescentou que o “grosso” só pode ser feito por meio de emenda à Constituição.

Expectativa do mercado financeiro

De acordo com Mansueto Almeida, o mercado financeiro trabalha com a expectativa de a reforma ser aprovada somente no ano que vem.

“O que o mercado espera não é a reforma da Previdência até novembro ou até dezembro [de 2018]. É que a reforma da Previdência ocorra em 2019”, afirmou.

Fonte: G1