Auditoria preventiva da UFU averigua contas públicas da Prefeitura de Araguari

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Uma auditoria está sendo feita na Prefeitura de Araguari pelo Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) a fim de averiguar as contas do Município em relação a contratos e licitações, folha de pagamento e área contábil. Segundo informações da secretária Municipal de Administração, Thereza Christina Griep, o objetivo é detectar possíveis erros nesses tópicos a fim de que a atual gestão possa adotar medidas para que a situação seja regularizada.

O processo foi iniciado em janeiro deste ano, no entanto, a universidade passou por reestruturações internas e os trâmites se arrastaram até o mês passado, quando a assinatura contratual foi efetivada. Até então, foram feitas algumas reuniões e recolhimento de documentos para serem auditados.

“Eles vão nos passar um primeiro relatório informando a metodologia aplicada e amostragens que serão feitas, depois um relatório preliminar dos trabalhos e, por fim, o relatório conclusivo com as ações dispostas”, explicou Thereza.

Conforme extrato do contrato publicado no Diário Oficial do Município, a consultoria foi contratada por meio da Fundação de Apoio Universitário (FAU) da UFU no valor de R$ 390,4 mil para diagnosticar a atual situação da gestão pública municipal, a fim de garantir eficiência e qualidade nos serviços prestados à população.

Os orçamentos da Prefeitura de Araguari, da Superintendência de Água e Esgoto (SAE), e da Fundação Araguarina de Educação e Cultura (FAEC) também serão alvo da auditoria. No âmbito do Município, a equipe técnica analisará procedimentos na pasta de Saúde, destacando os Tratamentos Fora de Domicílio (TFDs). Já as autarquias passarão por auditoria específica envolvendo a legislação pertinente de cada.

A secretária da pasta de Administração explicou que o Município tem um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado junto ao Ministério Público do Trabalho para que não se contrate mais que 60 horas extras mensais. Contudo, foi identificada na folha de alguns servidores efetivos mais de 200 horas extras.

“Isso acarreta prejuízos para o Município e é um dos pontos analisados nessa auditoria preventiva. O nosso principal interesse é que, se houve realmente erros nas contas, que eles não ocorram mais”, finalizou.

Os trabalhos das equipes da UFU duram três meses e o relatório final deve ser entregue na primeira quinzena de novembro, indicando as ações que devem ser adotadas pelo Município.

Fonte: G1

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