"Bônus amenizou a derrota por conta do reconhecimento", afirma Moicano

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Renato Moicano não quebrou o maxilar, mas vai aproveitar o momento para corrigir um desvio de septo (Foto: Getty Images)

Renato Moicano amargou a primeira derrota da carreira ao ser finalizado por Brian Ortega, no dia 29 de julho, no UFC 214, em Anaheim, nos Estados Unidos. Em uma edição classificada por Dana White, presidente do Ultimate, como uma das maiores da história, o peso-pena teve como alento o bônus de US$ 50 mil (cerca de R$ 156 mil) pela “Luta da Noite”, entretanto, ele afirma que, mais do que o dinheiro, o prêmio ameniza o revés por simbolizar a sua entrega no octógono.

– O bônus amenizou a derrota, não pelo dinheiro, mas por conta do reconhecimento
da performance, por eu ter me entregado durante a luta. Pude mostrar que tenho
coração. Foi em um evento que teve Cerrone e Lawler, dois caras que sou
fã, Jon Jones, Cyborg… Foram várias lutas com nocautes e finalizações, e a minha foi a melhor da noite. É um indicativo que merecemos mais atenção
no evento e ser chamado de novo. Esse dinheiro do bônus eu vou guardar, investir uma parte na minha
carreira, em treinamento, buscando novos técnicos, lugares para
treinar. Vai ser um dinheiro bem-vindo, que vai me ajudar a ser um
lutador melhor – declarou o brasileiro, em entrevista ao Combate.com.

Moicano reconhece que cometeu um deslize ao tentar levar a luta para o solo, dando brechas para que Ortega encaixasse a guilhotina e o finalizasse, no terceiro round.

As dificuladdes eu já sabia. Sabia que ele era muito bom no chão, que eu
não deveria levar a luta para baixo. O pessoal do meu córner pediu para
eu quedar, uma coisa que eu não tinha treinado. No instinto, eu tentei e
fui infeliz na tentativa de botar a luta para baixo

Renato Moicano

– Sabia das dificuldades, que ele era muito bom no chão e que eu não devia levar a luta para baixo. O pessoal do meu córner pediu para eu quedar, uma coisa que eu não tinha treinado. No instinto, eu tentei e fui infeliz na tentativa de botar a luta para baixo. A estratégia era manter a luta em cima, sabia da eficiência dele no chão, ainda mais no terceiro round. Eu faria duas coisas diferentes: eu não entraria na queda, mas treinaria mais colocar para baixo. Hoje, vendo a luta de novo, se eu tivesse treinado mais defesa de queda, variado, entrado com o clinche alto, com queda de judô sem expor a cabeça, eu teria caído por cima e trabalhado o meu jogo.

Acostumado a vencer – estava invicto em 11 lutas na carreira -, Moicano comenta que a “ficha” da derrota caiu quando viu o oponente sendo aplaudido pelo público.

– Foi amargo na hora que desci, que levantaram o braço dele, dando entrevista… Eu olhei para trás, e o vi recebendo o apoio da plateia, e eu estava acostumado a estar naquele lugar. Depois da luta, ao conversar com todo mundo, me senti bem, porque as pessoas falaram que a luta foi muito boa. A vitória e a derrota são iguais, você só sai com um pouco menos de dinheiro.

Renato Moicano, Brian Ortega, UFC 214, MMA (Foto: Getty Images)Brasileiro levou a luta para o chão e deu espaços para Ortega colocar o jiu-jítsu em ação (Foto: Getty Images)

Suspenso por seis meses pela Comissão Atlética do Estado da Califórnia (CSAC, na sigla em inglês), Moicano descartou a suspeita de fratura na mandíbula, mas fará uma cirurgia na próxima semana para corrigir um desvio de septo.

– Fisicamente, estou bem, tudo tranquilo. Tive suspeita de
fratura na mandíbula, fui ao hospital, mas estou inteiro, 100%. Voltei a
treinar a parte física e, na próxima semana, volto à luta. Vou fazer
uma cirurgia para corrigir o desvio de septo, para poder respirar
melhor, descansar melhor. Vou voltar mais forte, agradeço o apoio de
todos os meus fãs. O sonho de ser campeão ainda está vivo.

 

 

Fonte: GloboEsporte.com

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