Cadê Anitta? Sem metal? Curtiu Pabllo? Roberta Medina faz balanço do 1º fim de semana de Rock in Rio

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Roberta Medina comenta Lady Gaga, Anitta, Pabllo Vittar e ausência do dia do metal

O G1 bateu um papo com a vice-presidente do Rock in Rio, a empresária Roberta Medina, sobre o primeiro fim de semana do festival. Ela comentou sobre os assuntos que foram mais comentados durante os três primeiros dias de evento. Entre os temas que foram abordados, Roberta falou sobre Anitta, Pablo Vittar e a cancelamento da participação de Lady Gaga.

Entre as curiosidades, a empresária contou que o staff teve menos de 10 horas para fazer uma força tarefa e conseguir uma atração para substituir Gaga. Sobre a nova Cidade do Rock, ela disse que algumas alterações para a saída do público serão feitas, mas o espaço encantou a organização.

Está aprovado o primeiro fim de semana do evento?

“O nosso desafio de fazer uma Cidade do Rock mais confortável, com mais espaço e novos palcos deu super certo. As pessoas estão felizes, estão elogiando, todos os palcos estão cheios, a arena de games está cheia. Eu acho que funcionou, a Cidade do Rock foi bem recebida, a parte de serviços funcionando super bem. Este feedback é maravilhoso”.

O que o Rock in Rio precisa melhorar para a próxima semana?

“A gente tem ajustes para fazer e estamos trabalhando juntos com as autoridades desde o primeiro dia para melhorar o fluxo da saída. Uma coisa importante que a gente vai fazer e a gente convida o público a ficar mais tempo na Cidade do Rock porque sair com 100 mil pessoas de qualquer lugar seria um grande desafio. A gente está trabalhando para ter mais atividades, que os brinquedos possam ficar funcionando, para ter uma música tocando, os bares ficando abertos. Temos o show Segue o Baile no Sunset, as tendas eletrônicas até as 4h e que as pessoas fiquem um pouco mais e saiam com mais tranquilidade. Hoje mesmo já tem uma operação diferente. No mais, está sendo um grande sucesso”

Quando vocês ficaram sabendo que a Lady Gaga não viria?

“Desesperados a gente não pode ficar, nós tivemos que trabalhar. A equipe do artístico recebeu essa informação às 6h, que ela não tinha embarcado. A gente começa a correr com várias equipes para vários lados. Primeiro o artístico correndo atrás de uma solução e papai do céu ajudou porque um artista do porte da Lady Gaga, ninguém é substituível nesse perfil, para quem ama ela. Mas conseguimos a parceira super de Maroon 5, de não descansarem, fazer a equipe virar a noite e virem fazer o show aqui para o público (…) “A gente anunciou às 15h15 porque foi o horário combinado. Tivemos das 6h até o início da tarde, após o almoço. Até que foi bem rápido”

Vocês ficaram chateados com a Lady Gaga?

“Temos que dar o senso de realidade e pé no chão. O mais importante é que ela fique boa, a gente está falando de uma pessoa, não há show que tenha mais valor do que a vida de uma pessoa. Se ela não veio, e ela tem mais respeito pelos fãs que ela tem, então ninguém mais vai ter. Se ela não veio é porque ela realmente não podia. O nosso papel é desejar que ela melhore, agora que bom que a gente conseguiu essa parceria com o Maroon 5, deles virem fazer um super show. A quebra foi pequena, a galera veio curtir porque afinal de contas a Cidade do Rock é muito mais. Na hora que a gente sabe de uma coisa dessas a gente corre para tentar solucionar”

Quando o público que optou por não ir ao Rock in Rio poderá pegar o dinheiro de volta?

“A equipe do ticket juntou as informações, organizou todos os pontos de venda para a gente poder fazer a devolução do ingresso para quem optou por não vir. Amanhã as informações vão estar todas disponíveis no site, a gente começa esse procedimento. Equipe de comunicação se organizando. Alinhando com artista para poder comunicar ao mesmo tempo. Quando acontece uma coisa dessas, a gente tem que trabalhar muito porque a gente trabalha durante um ano para ela estar aqui e, de repente, a gente teve cinco horas e ‘pois é, ela não vai estar aqui”.

O que o sucesso da Pabllo Vittar significa para o Rock in Rio?

“Eu acho que me traz uma informação de sociedade, uma informação extremamente positiva. A gente está vendo aqui no Rock in Rio vários palcos e acho, sinceramente, que a Cidade do Rock prova de que um mundo melhor é possível. Você não vê um problema de preconceito, você não vê as pessoas se julgando aqui dentro, não vê as pessoas brigando, nem se defendendo de ninguém. Eu acho que Pablo Vittar aqui ou não só aqui, mas o sucesso que ele está tendo é um ótimo sinal para o mundo, de que somos todos iguais. Não importa a forma que a gente tem, importa a alma que a gente é e que a gente se respeite”.

Quando teremos a Anitta no Rock in Rio?

“A Anitta é gigante, a questão aqui é que o Rock in Rio tem uma pegada mais pop, mais rock e tem essa mistura de samba e um pouquinho de tudo. Então, quem sabe? Deixa rolar, o tempo vai dizer. Tamanho ela tem com certeza absoluta. Tamanho não falta, talento não falta, deixa eu ver se essa história vai caminhar”.

Por que não teve um dia exclusivo do metal em 2017?

“A gente teve três dias dedicados ao metal na edição de 2015 e agora nenhum. Acabam sendo poucas bandas, não só do metal, mas do mundo que tem capacidade para gerir um Rock in Rio, para gerir esse número de pessoas. Óbvio que a concepção do dia, das várias atividades, mas o headliner tem um guia importante na escolha do público e esse ano as agendas não batiam. Não é uma opção só, o festival tem datas marcadas e as bandas têm que se ajustar para estarem na data do festival e nem sempre é possível como organizar as agendas. Mas a gente ama heavy metal. É um dos públicos mais queridos, brincalhões e ordeiros. São sempre bem-vindos”.

O Johnny Hooker disse que foi a edição mais gay, você concorda?

“Eu não sei julgar se foi o mais gay, a gente é de todos, o Rock in Rio é de todos. Eu posso dizer uma coisa. Uma vez abordaram para a gente fazer campanha pela causa gay e eu acho que se tem um lugar onde todos os gêneros e perfis, onde a gente pode ser o que a gente quiser, esse lugar é esse”.

Porque as atrações nacionais ficam no início da noite sempre?

“Eu acho que esse tema já está resolvido na cabeça de todo mundo. Funciona assim, muitas vezes tem regras, o nível de conversa com os internacionais é mais limitado, são menos presentes no mercado, são apresentações mais raras, mas não vejo isso como problema. Eu acho que há uns anos atrás já teve essa discussão, tinha a discussão que tocar de dia não era legal e está ai o Sunset para provar que isso não é uma verdade. Eu acho que isso não é uma questão e pelo sucesso dos shows isso não faz a menor diferença a hora que o artista está tocando. Eles arrasam, contagiam as pessoas e chegam para vê-los”.

Reclamaram muito das filas nos banheiros, o que fazer para melhorar?

“Em intervalo de show com 100 mil pessoas tem sempre alguma fila em algum lugar, mas o feedback que a gente tem não é esse. O feedback que a gente tem é de muito elogio. O festival teve já no primeiro dia, em uma nota de 0 a 10, 9.1. Um evento dessa dimensão com essa quantidade de gente não é uma nota fácil de ter. A gente tem visto elogio por não ter filas em toda parte de serviço. A gente está absolutamente apaixonado por esse espaço e o feedback do público também é esse. Todo mundo muito feliz. Sem dúvida nenhuma, essa é a melhor Cidade do Rock desde sempre e a gente vai continuar aqui”.

Fonte: G1

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