Catalunha vai investigar alegações de abuso policial durante referendo de independência

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Catalães protestam contra violência policial espanhola (Foto: Felipe Dana/AP Photo)Catalães protestam contra violência policial espanhola (Foto: Felipe Dana/AP Photo)

Catalães protestam contra violência policial espanhola (Foto: Felipe Dana/AP Photo)

A Catalunha irá criar uma comissão especial para investigar alegações de abuso pela polícia espanhola durante o referendo de independência no domingo (1º), depois que mais de 800 pessoas ficaram feridas, disse o líder da região, Carles Puigdemont, nesta segunda-feira (2).

Milhares de policiais espanhóis foram enviados à região para evitar a votação de independência, que foi considerada ilegal pela Justiça. Cenas de violência causadas por táticas violentas por parte das forças de segurança receberam condenação internacional.

Policiais seguram homem em frente a um colégio eleitoral durante votações do referendo sobre a Catalunha, em Tarragona, neste domingo (1º) (Foto: Reuters/David Gonzalez )Policiais seguram homem em frente a um colégio eleitoral durante votações do referendo sobre a Catalunha, em Tarragona, neste domingo (1º) (Foto: Reuters/David Gonzalez )

Policiais seguram homem em frente a um colégio eleitoral durante votações do referendo sobre a Catalunha, em Tarragona, neste domingo (1º) (Foto: Reuters/David Gonzalez )

Principal autoridade de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad al-Hussein pediu que autoridades da Espanha investiguem total e imparcialmente a violência ligada ao referendo e que realizem conversas para resolver a questão da separação.

O alto comissário da ONU para direitos humanos também afirmou que as respostas da polícia precisam ser “proporcionais e necessárias, em todos os momentos”.

“Eu acredito firmemente que a atual situação precisa ser resolvida através do diálogo político, com total respeito pelas liberdades democráticas”, disse Zeid em comunicado.

Polícia nacional espanhola entra em confronto com apoiadores do referendo sobre a independência da Catalunha em Barcelona (Foto: Manu Fernandez/AP)Polícia nacional espanhola entra em confronto com apoiadores do referendo sobre a independência da Catalunha em Barcelona (Foto: Manu Fernandez/AP)

Polícia nacional espanhola entra em confronto com apoiadores do referendo sobre a independência da Catalunha em Barcelona (Foto: Manu Fernandez/AP)

A votação, que foi banida pela Corte Constitucional e considerada ilegal pelo governo central de Madri, mas mesmo assim atraiu milhões de eleitores desafiadores, foi válida e legalmente vinculante, disse Puigdemont.

Puigdemont denunciou “o uso injustificado, irracional e irresponsável da violência por parte do Estado espanhol”. Segundo ele, a imagem externa do Estado “continua piorando e chegou hoje a níveis de vergonha que vão acompanhá-lo para sempre”.

Entenda o movimento separatista da Catalunha

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O líder da Catalunha disse que não teve contato com o governo central da Espanha e pediu que o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, diga se é a favor ou não de mediação nas conversas sobre o futuro da região, que devem ser supervisionadas pela União Europeia.

De acordo com resultados divulgados nesta segunda, 90% dos eleitores votaram pela independência da Catalunha.

Jovens fazem protesto pela independência da Catalunha em Girona (Foto: Francisco Seco/AP Photo)Jovens fazem protesto pela independência da Catalunha em Girona (Foto: Francisco Seco/AP Photo)

Jovens fazem protesto pela independência da Catalunha em Girona (Foto: Francisco Seco/AP Photo)

O Tribunal Superior da Catalunha disse que os tribunais da região receberam várias queixas contra a polícia local, por não ter fechado as seções de votação apesar da ordem judicial que proibiu a realização do referendo para independência da Catalunha.

O tribunal disse em uma declaração que as queixas eram contra a polícia catalã, conhecida como Mossos, por inatividade em locais abertos ilegalmente para a votação. O tribunal disse que pediu aos Mossos mais informações sobre as queixas.

A polícia nacional espanhola agiu para fechar dezenas de locais de votação no domingo, muitas vezes entrando em confronto com os eleitores.

“Será o Estado espanhol que deverá explicar ao mundo o que fez hoje na Catalunha”, afirmou a presidente do Parlamento catalão, Carme Forcadell, depois de votar.

O representante do governo espanhol de Mariano Rajoy, Enric Millo, pediu ao Executivo catalão que ponha fim a o que chamou de “farsa” do referendo. “O presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, e sua equipe são os únicos responsáveis por tudo que aconteceu ontem e por tudo que poderá acontecer, se não puserem fim a essa farsa”.

Jeremy Corbin, líder do Partido Trabalhista britânico, disse que a violência policial contra a população da Catalunha é “chocante” e precisa acabar.

Fonte: G1

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