Chefe da ONU pede que Mianmar suspenda operações contra minoria muçulmana rohingya

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Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fala sobre crise humanitária em Mianmar (Foto: Mike Segar/Reuters)Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fala sobre crise humanitária em Mianmar (Foto: Mike Segar/Reuters)

Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fala sobre crise humanitária em Mianmar (Foto: Mike Segar/Reuters)

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu nesta quarta-feira (13) que Mianmar suspenda suas operações militares contra a minoria rohingya, que já provocaram a fuga de 400 mil para o Bangladesh.

“Faço um apelo às autoridades de Mianmar para que suspendam as atividades militares e a violência, e que respeitem a lei”, declarou Guterres, durante uma coletiva de imprensa.

Quando perguntado por um jornalista se a atual crise seria uma limpeza étnica, Guterres respondeu: “quando um terço da população rohingya deve fugir do país, vocês acham que podem encontrar uma palavra melhor para descrever a situação?!”

Os rohingyas são tratados como estrangeiros em Mianmar, país onde mais de 90% da população é budista, e são considerados apátridas apesar da presença de algumas famílias há várias gerações no país.

Refugiados Rohingya aguardam distribuição de comida por parte de organizações humanitárias em Bangladesh (Foto: Danish Siddiqui/Reuters)Refugiados Rohingya aguardam distribuição de comida por parte de organizações humanitárias em Bangladesh (Foto: Danish Siddiqui/Reuters)

Refugiados Rohingya aguardam distribuição de comida por parte de organizações humanitárias em Bangladesh (Foto: Danish Siddiqui/Reuters)

Os refugiados chegam a Bangladesh esgotados, desamparados, após dias de caminhada sob a chuva. As autoridades locais e as organizações internacionais não conseguem administrar o grande fluxo.

No rio Naf, fronteira natural entre os dois países, as autoridades de Bangladesh encontraram sete corpos nesta quarta-feira (13), incluindo de crianças. Algumas vítimas tinham marcas de tiros. Desde o início da violência, quase 100 pessoas morreram afogadas no rio.

Apesar das críticas internacionais, Aung San Suu Kyi mantém o apoio ao exército em sua operação contra os “terroristas”.

No ano passado, Suu Kyi prometeu na tribuna da ONU respaldar os direitos da minoria muçulmana e afirmou que era “contrária com firmeza aos preconceitos e à intolerância”, promovendo os direitos humanos. Pediu à “comunidade internacional que se mostrasse compreensiva e construtiva” na questão.

“Suu Kyi nos prometeu a paz, mas nunca teremos paz. Somos perseguidos e continuaremos sendo, sem parar”, lamentou um refugiado rohingya que vive há 25 anos em Bangladesh.

Fonte: G1

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