Chileno que ficou preso em mina manda mensagem a tripulantes de submarino argentino desaparecido: 'Não percam as esperanças'

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O resgate histórico, que levou 70 dias, comoveu o mundo e guarda semelhanças com a história dos tripulantes do ARA San Juan. Nas redes sociais, a referência deu origem à hashtag #Los44 que se tornou uma das mais comentadas na Argentina.

Ao jornal portenho “Clarín”, Sepúlveda disse ter esperanças de receber em breve uma mensagem de que os argentinos estejam bem. “Espero que os tripulantes se lembrem de nós, do milagre que nos ocorreu e que, assim como nós, não percam as esperanças”, disse.

Se eles forem recuperados, Mario garantiu que pretende reunir o grupo dos sobreviventes chilenos para visitar os argentinos pessoalmente e auxiliar na “superação do choque”.

“‘Muitas vezes dizer ‘eu te entendo’ é só uma formalidade. Mas nesse caso, meus sentimentos são reais”, disse ex-mineiro, que hoje tem uma empresa e palestras motivacionais.

Sepúlveda ainda disse ter esperanças de que, assim como ocorreu com os mineiros, haja “líderes” na tripulação que tentem animá-los. O maior desafio enfrentado entre os dois meses em que o grupo aguardou o resgate, de acordo explica ele, foi a “falta de comida e oxigênio”. Isso exigiu dos líderes a determinação para “administrar” a escassez.

“Havia o equivalente de comida parar servir 15 pessoas em um dia. Dessa forma, foi essencial a figura dos líderes que tiveram a habilidade de ser fortes e dizer que ‘tínhamos que guardá-la porque não sabíamos quanto tempo ainda iria demorar para nos encontrar’”, disse.

Conhecido como o “minero número 13”,Omar Reygadas também disse ao jornal que foi “inevitável” não sentir empatia pela situação pela qual passam os tripulantes. “Os rapazes que estão no submarino estão presos como nós estivemos. Mas eles estão trancados em uma máquina em um lugar remoto do oceano”, disse.

Franklin Lobos, apelidado de “mineiro número 27”, também lamentou o ocorrido e disse se recordar da angústia dos momentos em que o oxigênio parecia chegar ao fim. “É desesperador. O corpo começa a pesar. Nós sabíamos que acima da terra estavam tentando nos resgatar e que sabiam onde estávamos. Isso nos mantinha fortes. Para eles [tripulantes], deve ser muito mais difícil pensar dessa forma”, disse.

“Vocês já são heróis”, diz um trecho da mensagem, na qual os funcionários afirmam sentir uma “dor inexplicável” e que estão rezando para que todos retornem sãos e salvos, além de recordar a amizade que os une há muitos anos.

Fonte: G1

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