‘Chora muito à noite’, diz pai de menino que presenciou mãe ser morta a pauladas no AP

0
Caso está sendo investigado na Delegacia de Polícia do Interior (DPI) do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)Caso está sendo investigado na Delegacia de Polícia do Interior (DPI) do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)

Caso está sendo investigado na Delegacia de Polícia do Interior (DPI) do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)

O pai do menino de 7 anos que viu a mãe ser morta a pauladas na madrugada de 4 de setembro, no município de Cutias, a 135 quilômetros de Macapá, diz que a criança está traumatizada com a situação e que por medo não consegue dormir à noite e nem ir para a escola. A dona de casa, de 27 anos teve a casa invadida e foi estuprada antes de ser assassinada. O caso está sendo investigado.

Segundo o autônomo Damião Coelho Maciel, de 36 anos, o filho chora muito à noite e chama pelo nome da mãe. Ele diz que aguarda o menino iniciar o acompanhamento psicológico que seria solicitado pela polícia, mas até esta publicação não havia começado.

“Ele chora muito chamando pela mãe, principalmente à noite. Mal consegue dormir e não foi para a escola, por medo. Fica lembrando dela toda hora. Outro dia estávamos na rua e quando chegamos perto da casa dela, ele pediu para mudar o caminho. Está muito traumatizado”, disse.

A criança contou em depoimento à Polícia Militar (PM) que um homem com o rosto coberto por uma camisa invadiu a casa e atingiu por duas vezes a cabeça da mãe até ela desmaiar. Em seguida, o criminoso a despiu e cometeu violência sexual com a vítima inconsciente.

Após isso, ele fugiu rapidamente do local e até o momento não foi identificado e nem preso. A mulher chegou a ser levada com vida para o hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu minutos depois. O menino de 7 anos não foi agredido.

O caso é apurado pela Delegacia de Polícia do Interior (DPI) com apoio da Polícia Militar (PM). Até o dia 7 de setembro, pelo menos seis homens foram detidos, ouvidos e tiveram material genético coletado para comparação, mas segundo o delegado José Neto, nenhum ainda é apontado como responsável.

A hipótese de estupro ainda não foi confirmada pela delegacia, que aguarda os laudos vindos da Polícia Técnico-Científica (Politec). O G1 tenta contato com o delegado para confirmar novas informações sobre o caso.

Os exames devem ficar prontos em até duas semanas. Uma das motivações do crime seria um desentendimento que o marido de Késia teve em um bar horas antes, onde chegou a ser ferido no braço.

O que a polícia descobriu até o momento:

  • Crime foi cometido por homem com o rosto coberto por uma camisa
  • Nada foi roubado da casa
  • Marido da vítima havia se envolvido em uma briga horas antes
  • Família morava em área movimentada próxima ao Centro de Cutias

O que a investigação ainda busca descobrir:

  • Identidade do suspeito
  • Motivação para o crime
  • Houve abuso sexual?

Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o VC no G1 AP ou por Whatsapp, nos números (96) 99178-9663 e 99115-6081.

Fonte: G1

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here