Construtores manifestam contra avaliação de imóveis da Caixa em Uberlândia

0

Uma manifestação pacífica reuniu cerca de 200 empresários e trabalhadores da construção civil em frente à Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal (CEF), em Uberlândia, na manhã desta terça-feira (12). A categoria reivindica melhores avaliações dos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida por parte do departamento de engenharia da instituição financeira.

A CEF informou que a avaliação de imóveis para garantia de financiamento imobiliário é realizada com base nas normas técnicas brasileiras e que o valor de mercado é estimado segundo preceitos do método comparativo direto, com base em dados de mercado, considerando sua variação ao longo do tempo.

Esclareceu ainda que prevê a possibilidade de revisão das avaliações, caso o proponente não concorde com o laudo que, nesses casos, é revisto considerando critérios estritamente técnicos.

A concentração iniciou às 10h na Avenida Rondon Pacheco, no Bairro Lídice. Os participantes levaram faixas, apitos e usaram carro de som para fazerem as reivindicações. O ato terminou por volta das 11h20.

A mobilização foi organizada pela Associação Uberlandense de Construtores (Assuc) com o objetivo de despertar a atenção da Gerência Executiva de Habitação (Gihab) da Caixa para a situação. O grupo alega que a avaliação entre imóveis construídos pelos pequenos construtores em comparação com os das grandes construtoras, em uma mesma região, não respeita critérios igualitários.

A entidade foi criada há dois meses, reunindo quase 60 pequenos e médios construtores da cidade, no intuito de fortalecer a luta por mudanças na forma de avaliação imobiliária que, de acordo com a associação, vem acarretando prejuízos à construção civil local por causa da desvalorização dos imóveis construídos pelos pequenos e médios empresários do setor.

“Um exemplo prático é que se uma casa custa R$ 180 mil, de acordo com a nova regra da Gihab de Uberlândia, a pessoa precisaria ter quase R$ 70 mil pra comprar. Impossível de se comprar! Nós fazemos casas para a classe média baixa, honramos o Minha Casa Minha Vida, mas infelizmente a Caixa está matando nossa categoria”, finalizou.

Ainda segundo Carvalho, os pequenos e médios construtores em Uberlândia e região representam mais de 60% dos trabalhadores do ramo da construção, gerando mais de 40 mil empregos diretos e indiretos. No entanto, ele disse que as novas regras ameaçam os pequenos construtores a paralisar suas obras e realizar demissão em massa dos servidores.

Fonte: G1

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here