CPI contra Copasa em Divinópolis começa oitivas com representantes de órgãos ambientais 

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Na tarde desta segunda-feira (9) foi realizada a primeira oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta pela Câmara de Divinópolis contra a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Representantes de órgãos ambientais foram ouvidos nesta reunião que contou com pouca participação popular.

Foram convocados representantes da Copasa, Instituto Estadual de Florestas (IEF), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram) e da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae). Por não enviar representante, a Arsae foi notificada e advertida pela Comissão.

“Buscamos a justiça acima de tudo. A Copasa está na cidade desde 1972 e as administrações sempre prorrogando prazos. Com isso, a gente vê que não estão prestando um bom serviço. Essa é uma CPI pra fazer justiça e se tiver alguma coisa errada, vai ficar aflorada e a Comissão, por fim, faz um relatório que será enviado aos órgãos competentes para tomada de decisão”, ressaltou o membro da CPI, vereador Sargento Elton.

Cada vereador teve direito de fazer cinco perguntas aos representantes dos órgãos. Foram ressaltados temas ligados à poluição e qualidade da água do Rio Itapecerica. A licença para construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), concedida pela Supram há mais de quatro anos, foi levantada. Além disso, o excesso de aguapés nos rios Itapecerica e Pará também foi apontado. “Fizemos uma série de perguntas para termos uma série de juízo das questões que estão sendo levantadas pela Comissão”, destacou o vereador Sargento Elton.

O Igam e IEF disseram que acompanham a situação dos rios da cidade. “Temos feito várias ações em que o foco principal é a recuperação das áreas da bacia do Rio Itapecerica e seus subafluentes”, informou a chefe regional do IEF, Cristiana Costa.

A Supram é um dos órgãos responsáveis por fiscalizar empreendimentos com potencial degradador poluidor. Representantes do órgão, durante as oitivas, assumiram que as fiscalizações em Divinópolis têm ocorrido de forma reduzida, já que contam com apenas dois técnicos para atender 62 municípios.

Fonte: G1

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