Credores adiam novamente decisão sobre dívida da Venezuela

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A Associação Internacional de Swaps e Derivativos (ISDA), que reúne proprietários de títulos da dívida, voltou a adiar a decisão sobre o calote da Venezuela e se a estatal petroleira venezuelana PDVSA entrou em moratória, e disse esperar mais informações.

Em um breve comunicado, a entidade informou que vai se reunir novamente na quinta-feira (16) em Nova York “para continuar as discussões” e decidir se pode acionar o pagamento dos seguros CDS (Credit Default Swaps).

“Enquanto o comitê trabalha para obter informação claras sobre o calendário de pagamentos efetuados pelo agente pagador (…), foi decido adiar um voto sobre essa questão”, indicou a ISDA, que começou na segunda-feira a análise da dívida da Venezuela.

A reunião desta terça-feira (14) aconteceu depois de a agência de classificação financeira Fitch rebaixar a nota da PDVSA de “C” para “RD”, o grau de “default seletivo”. A Fitch considerou que os donos das dívidas receberam seus pagamentos com atraso.

Segundo a S&P, o governo venezuelano não conseguiu efetuar um pagamento de US$ 200 milhões mesmo depois do período de carência de 30 dias.

Em 2 de novembro, Maduro anunciou que o país buscaria “refinanciar e reestruturar” a dívida, em consequência de uma “perseguição financeira” comandada pelos Estados Unidos. “O default nunca chegará”, afirmou o presidente no domingo.

“O anúncio de restruturação gerou mais incertezas do que certezas nos mercados, e a reunião, mais perguntas do que respostas. Assim, a Venezuela se aproxima de uma moratória formal, à medida que se decidem tecnicamente os atrasos nos pagamentos”, explicou à AFP o analista Diego-Moya Ocampos, do IHS Markit.

Caracas afirma que pagou a cota vencida na sexta-feira, de US$ 81 milhões de juros do título PDVSA 2027, assim como os US$ 200 milhões de dívida soberana que deveriam ser cancelados na segunda-feira.

Com reservas internacionais de US$ 9,681 bilhões, a Venezuela deve quitar até o fim do ano cerca de US$ 1,47 bilhão. E, para 2018, tem obrigações de mais de US$ 8 bilhões.

Analistas previam que a Venezuela terminaria em default, mas divergiam sobre a data.

Com a queda dos preços do petróleo, fonte de 96% das divisas do país, o governo cortou drasticamente as importações para pagar a dívida, o que provocou uma severa escassez de alimentos e medicamentos.

Fonte: G1

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