Defensoria Pública do Estado denuncia falta de leitos de UTI no Maranhão

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A estudante Luana Teresa Couto denuncia a falta de leitos de UTI disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Maranhão. Há 4 meses ela venceu uma batalha na justiça para encontrar um leito para a 2ª cirurgia do seu filho, Victor Hugo, que nasceu com cardiopatia congênita, uma doença que decorre da má formação do coração. O procedimento só foi possível em Fortaleza-CE, após consulta particular.

Luana conta que a rede pública exige paciência das mães. “Só me falavam que era para esperar, porque ele estava na fila de espera. Como mãe, eu via que se eu esperasse mais tempo ele ia morrer”, declarou.

Antes disso, a 1º cirurgia só foi feita com a ajuda da justiça no Hospital Materno Infantil, único centro de referência para cirurgias do coração em crianças no Maranhão, segundo a Defensoria Pública do Estado. A capital São Luís conta apenas com apenas 20 UTI’s pediátricas que estão no Hospital Juvêncio Matos e Materno infantil que faz, em média, 20 cirurgias por mês.

De acordo com David Rafael Veras, defensor do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente, em São Luis e Imperatriz 36 ações iniciadas pelo Ministério Público do Maranhão tramitam na justiça para tratar de vagas em UTI’s para procedimentos de alta complexidade entre 2016 e 2017. Diante da realidade preocupante no Estado, a defensoria também agiu.

“A Defensoria Pública Estadual entrou com ação para compelir tanto o Estado do Maranhão, quanto o município de São Luís a fortalecer o quantitativo tanto de UTIs, quanto em termos de acréscimo do serviço de alta complexidade”, afirmou David.

No Maranhão, entre 2010 e 2016, houve uma redução de 498 leitos pediátricos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Em contrapartida, aumentou o número de leitos gerenciados pelo Governo do Estado, com 146 novas vagas. O número é insuficiente para a grande demanda.

A Defensoria Pública do Estado indica que, no caso dos procedimentos mais complexos, um único hospital não consegue suportar a necessidade de todos os doentes no Estado. “O Materno Infantil é o único hospital que faz procedimentos de alta complexidade cardiovasculares e não dá conta porque a demanda é gigantesca. Nós precisamos, além de aumentar a quantidade de UTIs pediátricas, também fortalecer o serviço”, declarou o defensor.

Fonte: G1

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