Dez momentos-chave no Irã desde a Revolução Islâmica

0
Em foto de 31 de janeiro de 1979, apoiadores do líder iraniano Ayatollah Khomeini colocam cartazes em aeroporto de Roissy, próximo a Paris, enquanto ele se prepara para embarque.   (Foto: Marcel BINH / AFP)Em foto de 31 de janeiro de 1979, apoiadores do líder iraniano Ayatollah Khomeini colocam cartazes em aeroporto de Roissy, próximo a Paris, enquanto ele se prepara para embarque.   (Foto: Marcel BINH / AFP)

Em foto de 31 de janeiro de 1979, apoiadores do líder iraniano Ayatollah Khomeini colocam cartazes em aeroporto de Roissy, próximo a Paris, enquanto ele se prepara para embarque. (Foto: Marcel BINH / AFP)

Conheça a seguir os acontecimentos que marcaram o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979, que acabou com a monarquia.

A proclamação da República Islâmica

Em 16 de janeiro de 1979, o xá Mohammad Reza Pahlavi, apoiado pelos Estados Unidos, parte para o exílio após meses de protestos contra ele.

Em 1º de janeiro, o aiatolá Ruhollah Khomeini, líder revolucionário, retorna triunfante do exílio. Dez dias depois, o governo do xá cai e a rádio pública anuncia “o fim de 2.500 anos de despotismo”.

Em 1º de abril é proclamada a República Islâmica.

1979: crise dos reféns americanos

Em 4 de novembro de 1979, estudantes partidários de Khomeini tomam como reféns 52 americanos na embaixada dos Estados Unidos em Teerã, em um protesto contra a entrada do antigo xá, cujo retorno ao Irã é reclamado, em um hospital dos Estados Unidos.

Washington rompe as relações diplomáticas em 1980. Os reféns são libertados em 21 de janeiro de 1981, após 444 dias de cativeiro.

Em 22 de setembro de 1980, o Iraque invade o Irã depois que seu então presidente Saddam Hussein rompeu o tratado de 1975 sobre o estratégico canal de Shatt al-Arab, desencadeando um conflito de oito anos no qual um milhão de pessoas morreram.

A guerra, uma das mais longas e mortais no Oriente Médio, termina em 20 de agosto de 1988 com um cessar-fogo negociado pela ONU.

1989: Khamenei, guia supremo

Khomeini morre em 3 de junho de 1989 e o aiatolá Ali Khamenei, presidente desde outubro de 1981, torna-se o guia supremo iraniano.

Akbar Hashemi Rafsanjani, um conservador moderado, é eleito presidente. Em 1993 é reeleito e impulsiona uma certa abertura do governo e a reconstrução após a guerra com o Iraque.

1997-2005: o distanciamento

O sucessor de Rafsanjani, o reformista Mohammad Khatami, tem que lidar com a oposição conservadora durante seus dois mandatos, entre 1997 e 2005.

Em julho de 1999, o governo enfrenta os maiores protestos desde 1979, nos quais ocorrem confrontos entre os estudantes partidários de Khatami e a Polícia.

Em 29 de janeiro de 2002, o então presidente americano George W. Bush coloca o Irã em uma lista de “eixos do mal”, junto com Iraque e Coreia do Norte, os quais acusam de apoiar o terrorismo.

Washington já havia decretado um embargo comercial e financeiro total contra o Irã em 1995.

2005: começa a era Ahmadinejad

Em 25 de junho de 2005, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad é eleito presidente. Em agosto afirma que deveria “varrer do mapa” Israel.

Durante sua presidência, o Irã começa a enriquecer urânio, o que alarma o Ocidente, que acredita que Teerã quer fabricar uma arma nuclear.

Sua reeleição em 2009 desencadeia uma crise política, com a repressão de protestos por todo o país, que dizima o movimento reformista.

A eleição do clérigo moderado Hassan Rohani, em 15 de junho de 2013, supõe um degelo das relações com os Estados Unidos.

Em 27 de setembro, Rohani e o presidente americano Barack Obama falam por telefone, um tipo de contato inédito desde a Revolução Islâmica.

Em 14 de julho de 2015, o Irã alcança um acordo com as potências mundiais sobre seu programa nuclear, acabando com 12 anos de crise e 21 meses de negociações. O acordo dá um respiro ao Irã ao aliviar as sanções econômicas em troca de limitar seu programa.

2016: ruptura com a Arábia Saudita

Em janeiro de 2016, a Arábia Saudita, rival regional do Irã, e seus aliados rompem relações diplomáticas com Teerã, ou as reduzem, após a crise gerada pela execução por Riad do clérigo xiita xeque Nimr al-Nimr.

Desde então, o Irã é acusado de se intrometer nos assuntos de outros países árabes e de estimular os conflitos da Síria e do Iêmen.

Em 19 de maio de 2017, Rohani é reeleito com o apoio dos reformistas e graças a uma maioria de votos dos jovens.

Não obstante, aumentam as críticas dos que consideram que não cumpriu com suas promessas eleitorais e que deixou de lado os mais pobres com suas políticas de austeridade.

Terceiro dia de protestos no Irã em dezembro de 2017 (Foto: Reuters)Terceiro dia de protestos no Irã em dezembro de 2017 (Foto: Reuters)

Terceiro dia de protestos no Irã em dezembro de 2017 (Foto: Reuters)

Fonte: G1

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here