DPE-RO ajuíza ação para que governo dê fisioterapia a alunos com deficiência

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Cernic - Centro de Reabilitação Neurológica de Cacoal, RO (Foto: Magda Oliveira/G1)Cernic - Centro de Reabilitação Neurológica de Cacoal, RO (Foto: Magda Oliveira/G1)

Cernic – Centro de Reabilitação Neurológica de Cacoal, RO (Foto: Magda Oliveira/G1)

A Defensoria Pública Estadual (DPE-RO) ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, contra o Estado de Rondônia. A ação é em favor dos alunos atendidos pelo Centro de Reabilitação Neurológica Infantil de Cacoal (Cernic), que há cinco meses tiveram o serviço de fisioterapia interrompido de forma parcial.

De acordo com a diretora da instituição Nalzira de Fátima, o Cernic contava com três fisioterapeutas, mas uma delas foi retirada pelo estado.

O Cernic é uma instituição filantrópica que atende, atualmente, cerca de 240 alunos com diversos tipos de deficiência.

Com o corte da fisioterapeuta, 22 pessoas ficaram sem o atendimento. Valdelice Neves Galdino, de 20 anos é uma dessas alunas.

A mãe da jovem, a dona de casa Darlete Ferreira Neves, conta que a filha já frequenta o centro há oito anos.

“Minha filha tem problema psicológico e eu acho que ela está sentindo falta da fisioterapia, pois tenho percebido que está bem agitada, nervosa, me respondendo. Ela não era assim”, contou a mãe.

Nalzira explica que duas fisioterapeutas que trabalham no Cernic são contratadas pela própria instituição, já a terceira era cedida ao centro pelo Estado de Rondônia e isso já funcionava há quase 10 anos.

Porém, há cinco meses a instituição recebeu um documento pedindo que a profissional fosse devolvida para a secretaria de origem, a Secretaria de Estado de Saúde, o que foi feito.

Cernic atende dezenas de alunos (Foto: Magda Oliveira/G1)Cernic atende dezenas de alunos (Foto: Magda Oliveira/G1)

Cernic atende dezenas de alunos (Foto: Magda Oliveira/G1)

“Em nenhum momento o estado se negou a devolver essa fisioterapeuta para o Cernic, o que está acontecendo é que estão fazendo um termo de cooperação entre o Cernic e o Estado de Rondônia, e essa questão burocrática demora. Caso tivessem dito que não nos devolveria essa profissional, já teríamos encontrado alguma forma para fazer nova contratação, mas estamos aguardando resolverem essa burocracia”, explicou Nalzira.

De acordo com o defensor público estadual Yassuo Tojahn Hayashi, a ação civil pública foi ajuizada, para reaver o atendimento fisioterapêutico de forma urgente, pois esses alunos são vulneráveis e necessitam do atendimento.

“Nós tivemos mais de uma reunião com o Cernic, tentamos entrar em contato com o estado, mas não obtivemos respostas. Diante disso, não tivemos alternativa se não entrasse com uma ação coletiva contra o Estado de Rondônia, tendo em vista que na região não existe nenhuma instituição semelhante ao Cernic para prestar esse serviço”, contou Yassuo.

O G1 entrou em contato com o representante do Governo em Cacoal, Charles Pereira. Ele contou que estva se deslocando para Porto Velho, onde tentará uma audiência com o governador e Secretário de Saúde para tentar resolver a situação.

“Estamos no projeto de poder devolver a fisioterapeuta para o Cernic, entidade que faz um trabalho importante perante as crianças especiais. Deixo bem claro aos pais que tão logo será resolvida essa situação”, afirmou Charles.

A ação foi ajuizada no dia 27 de setembro deste ano, dando um prazo de 72 horas para que o estado esclareça os motivos pelo qual suspendeu o atendimento da fisioterapeuta.

O prazo começa a contar a partir do momento em que o órgão for intimado.

Fonte: G1 / RO

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