Drogas e bullying são debatidos em vídeos feitos por estudantes de Macapá

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Produções em áudio, impressas e em vídeo, abordando temas como as drogas, gravidez na adolescência e bullying estão sendo apresentadas por alunos do 8º ano da Escola Estadual Ruth de Almeida Bezerra, no bairro São Lázaro, na Zona Norte de Macapá, por meio do projeto “Gêneros Textuais e as Mídias na Educação”, que busca unir educação e produção multimídia dentro do ambiente escolar.

Nesta segunda-feira (11) iniciou a última fase da atividade extraclasse em 2017, com a apresentação das produções audiovisuais feitas pelos alunos. A programação segue até quarta-feira (13), com projetos gráficos e mídias radiofônicas.

Para Dinair Pontes, um das coordenadoras do projeto, essa é uma oportunidade dos alunos desenvolverem atividades que estão fora das aulas tradicionais. Ao mesmo tempo, os temas levantam discussão e reflexão aos estudantes.

“Orientamos, ajudamos na produção, mas o material é todo produzido por eles. Esse tipo de atividade faz com que muitos alunos se expressem sobre temas tão importantes, e em alguns casos, presentes na vivência deles. Além da reflexão, as produções despertam o interesse em atividades que não são trabalhadas costumeiramente na sala de aula”, conta Dinair.

A atividade acontece em três momentos, com palestras, que também podem ser assistidas por alunos de outros períodos. Oficinas de capacitação, e a produção dos projetos multimídia.

Valdemir Góes, de 18 anos, fez e editou um vídeo sobre o malefício das drogas. Todo feito pelo celular, o aluno conta que essa é uma forma confortável de discutir esses temas.

“Somos jovens, então usar recursos como o próprio celular é uma forma interessante de nos [alunos] incentivar no aprendizado, sem contar que, para alguns estudantes, esses temas podem ser delicados para dizer abertamente”, reforça Valdemir.

A atividade extraclasse acontece desde 2009 na escola e conta com a parceria da polícia escolar, programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) e faculdades privadas, e já envolveu mais de 8 mil estudantes.

Fonte: G1

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