Duterte ameaça destituir defensora pública por investigar suas contas usando 'documentos falsos'

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O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, ameaçou nesta quarta-feira (4) dar andamento a um processo de destituição da defensora pública, Conchita Carpio Morales, depois que ela abriu uma investigação das contas bancárias do governante.

“Vamos apresentar uma moção para um processo de destituição contra ela”, disse Duterte em coletiva de imprensa, na qual acusou a defensora pública de fazer parte de uma “conspiração” contra ele.

O polêmico líder filipino disse que Conchita fez uso de “documentos falsos” e faz uma “justiça seletiva”, razões pelas quais seria possível pôr em andamento um “impeachment” (o termo anglo-saxão para o procedimento de destituição).

No início Duterte se mostrou aberto a uma investigação às suas contas bancárias ao assegurar que não tinha “nada para esconder”, mas com o passar dos dias mudou de ideia e acusou de corrupção o escritório da Defensoria Pública e sua máxima representante.

Este organismo anunciou na semana passada que abriu uma investigação sobre os movimentos bancários do presidente e de sua família antes de Duterte chegar ao poder, em 30 de junho de 2016.

A investigação parte de uma denúncia formulada pelo senador Antonio Trillanes, o mais feroz adversário de Duterte na Câmara Alta, que acusou o governante de ter ocultado da Fazenda milhões de dólares entre 2006 e 2015.

O escritório do Defensor do Povo aceitou investigar assunto e assegurou ter recebido registros bancários do presidente e familiares próximos com transações no valor de US$ 20 milhões nas últimas décadas.

Duterte foi prefeito de Davao, cidade do sul da Filipinas, durante 22 anos em vários períodos, em uma etapa na qual ganhou grande poder e popularidade amparados em suas políticas de linha dura contra o crime.

Fonte: G1

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