emmy 2017, o emmy que não nos deu motivos para xingar

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Sério, estou em choque. Acho que se “Unbreakable Kimmy Schmidt” tivesse levado algum prêmio – tipo o de melhor coadjuvante pro Titus, que merecia muito – eu ia descobrir que eu estava sonhando (ou era uma pegadinha) e ia acordar e ver que o Emmy tinha premiado “Modern Family”, “Stranger Things”, “Westworld” e, sei lá, até “The Big Bang Theory”.

Mas não: os caras acertaram em tudo, ao menos em tudo o que importa muito. Parabéns, votantes, parabéns, academia, obrigada por tudo, desculpe os xingamentos prévios. Foi um belo Emmy.

 

VEJA TODOS OS PREMIADOS DO EMMY 2017

big Little lies emmy
As duas melhores séries do ano  – ah, não, acabei de lembrar que ignoraram “The Leftovers”, retiro minhas desculpas – ou as duas melhores indicadas, ao menos, levaram em suas respectivas categorias; atrizes boas foram premiadas e fizeram lindos discursos, atores bons idem; episódios ótimos ganharam de roteiro e direção, “Saturday Night Live” levou prêmio pra caramba graças ao Trump e foi merecido. Que premiação boa. Nem foi certinha chata: a gente bateu palma e torceu. Foi bonito.

Óbvio que “Big Little Lies” ia levar tudo – inclusive de melhor minissérie (ou série limitada). Até o vampiro Eric, que nem foi assim tão brilhante, acabou com um Emmy de melhor ator na estante de tão empolgante que foi essa série – surpreendente, feminista, uma bela história, um final sensacional. Nicole Kidman levou (queria Reese Whiterspoon) e fez um belo discurso. Ganharam ainda direção, Laura Dern ganhou de melhor coadjuvante (a “Rinara”). Foi belíssimo.

E aí “Handmaid’s Tale”, a série perturbadora sobre um futuro distópico em que os EUA viram uma teocracia fundamentalista e as mulheres que ainda conseguem dar à luz viram propriedade privada, foi eleita o melhor drama do ano. Uhu. Sorry, “The Crown”. Sorry “Westworld”, não chorem, amiguinhos de “Stranger Things”, vocês continuam fofinhos.  #chupahouseofcards. (Sério, que alívio que nenhuma dessas três últimas ganhou).Elenco e equipe de 'The Handmaid's Tale' recebe o Emmy de melhor série dramática

A incrível Elizabeth Moss levou, como todo mundo estava careca de saber, o prêmio de melhor atriz de drama. E levaram roteiro e direção para o episódio piloto (o melhor de todos) e ainda atriz coadjuvante para Ann Downd. Mereceu tudo.

Aí que mais? Teve John Ligthgow de melhor ator por “The Crown”, merecido, teve Alec Baldwin que roubou a cena como Trump em “SNL” e tirou o prêmio do meu ídolo Titus. Teve “Veep”, que nem teve um ano assim tão genial embora continue genial, levando mais uma vez de melhor comédia, teve Julia Louis Dreyfus levando pela SEXTA VEZ SEGUIDA o prêmio de melhor atriz de comédia – mas aí você olha para os lados e pensa “é, nenhuma das concorrentes é melhor que ela, vamos dar a estatueta pra ela”. Donald Glover recebe um de seus dois Emmys da noite por 'Atlanta'

Teve Sterling K. Brown levando pela fofíssima “This is Us”, e mereceu – eu sempre fico tensa de resolverem dar o prêmio tipo pro Anthony Hopkins por “Westworld” só porque ele é ele e tal. Ufa.

O geninho Donald Glover ganhando de direção de comédia (é um belo episódio) e de ator por “Atlanta” (ele não é tão bom ator assim na série, nenhum desses caras interpretando a si mesmo é, tipo o Seinfeld, mas pelo menos não foi pro Aziz, que é horrível), teve “Master of None” com um merecido prêmio de roteiro de comédia… Olha aí, tudo direitinho.

Acho que não curti muito o Riz Ahmed levando de melhor ator por “The Night of”, quem devia mesmo ter levado era o John Torturro… Mas tudo bem, né. Estamos nesse vibe “que Emmy legal”, a gente perdoa.

Gente! Teve até prêmio para “Black  Mirror”, que levou roteiro e direção de, hã, filme para a TV (tudo bem, vai) com o episódio mais legal da temporada nova, “San Junipero”. Que bonito. Assim dá gosto de ver TV.

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Assim. Eu curto dar uma xingada no Emmy, não vou negar. Mas tudo bem. Vamos dormir felizes.

Fonte: G1

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