Empresas faturaram R$ 63 bilhões em 2016 com geolocalização na América Latina, diz pesquisa

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Em 2016, as empresas que atuam no segmento de localização digital na América Latina faturaram, juntas, o equivalente a R$ 63 bilhões. É o que aponta um estudo divulgado pelo Google sobre o impacto desse tipo de tecnologia.

Segundo Nicolo Andreula, diretor da AlphaBeta, o valor inclui a receita de “empresas que vendem dados, criadores de aplicativos alimentados ou suportados por tecnologias geoespaciais, fabricantes de dispositivos habilitados para localização (como o GPS), desenvolvedores de softwares, indústria geral de satélites, consultores e programas de educação”.

A pesquisa também mostra que, sem os serviços de geolocalização pela internet, vendas que somaram um montante equivalente a quase R$ 200 bilhões em 2016 não teriam acontecido. Isso porque, no ano passado, os mapas digitais deram suporte a vendas que somaram o equivalente a R$ 332 bilhões na América Latina – indicando ao consumidor não apenas a localização de lojas, como também horários de funcionamento, informações de contato etc. Em cerca de 60% dessas vendas, os consumidores disseram que não teriam concluído a compra sem o auxílio de algum tipo de aplicativo de geolocalização.

“Os entrevistados indicaram que em 60% desses casos não teriam conseguido fazer a compra sem consultar previamente mapas digitais. Exemplos: não conseguiram encontrar a loja, não sabem horário de abertura etc”, explica Nicolo Andreula, diretor da AlphaBeta.

Especificamente sobre o Brasil, a pesquisa também rastreou anúncio de vagas de trabalho na internet para monitorar qual o impacto dos serviços de geolocalização na criação de empregos. Em 2016, foram criadas 4,5 postos de trabalho diretamente ligados a esse tipo de tecnologia. Andreula acrescenta que, se forem considerados também os postos indiretamente relacionados ao segmento, o número aumenta para 13,5 mil vagas.

A pesquisa divulgada pelo Google também avaliou o tempo economizado pelas pessoas, em média, graças ao uso de serviços de geolocalização. Entre os consumidores no Brasil, o uso desse tipo de tecnologia para fazer pesquisas antes das compras representou uma soma de 1,5 bilhão de horas poupadas em 2016.

Outro dado avaliado tem relação com o tempo de locomoção. Segundo o estudo, aplicativos como o Google Maps, Waze e semelhantes reduzem em 9% o tempo gasto com deslocamentos no Brasil, em média. “As economias de tempo foram estimadas como a diferença entre a rota mais rápida identificada e o tempo médio de viagem em todas as rotas disponíveis”, explica Andreula.

Fonte: G1

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