Eva Wilma se prepara para 'estrear' como cantora em show idealizado pelo filho Johnnie Beat

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Eva Wilma com  Johnnie Beat, Heloá Holanda e William Paiva, do elenco de “Crise, que crise?” (Foto: Reprodução/Instagram)Eva Wilma com  Johnnie Beat, Heloá Holanda e William Paiva, do elenco de “Crise, que crise?” (Foto: Reprodução/Instagram)

Eva Wilma com Johnnie Beat, Heloá Holanda e William Paiva, do elenco de “Crise, que crise?” (Foto: Reprodução/Instagram)

Eva Wilma é aquela artista completa, com os três pilares bem alinhados. Começou a careira como bailarina, se destacou como atriz, participando de grandes clássicos do palco e da TV brasileira, e também tem formação musical.

Nesse último quesito, Eva, que está com 83 anos, fará uma rara atuação e soltará a voz no show “Crise, que crise?”, idealizada por Johnnie Beat, cantor, compositor e filho da atriz.

Não é a primeira vez que Eva canta em um trabalho. “Fiz o musical ‘Oh! Que Delícia de Guerra’, nos anos 1970 no Rio. Mas a música sempre esteve na minha formação”.

“Tive o privilégio de, na terceira infância, ter aulas com a Inezita Barroso. A música fez parte da minha formação escolar e familiar. Meus pais eram muito musicais. Em casa, gostávamos de nos revezar no piano”.

Bom, com uma mestra como a Inezita e tendo a música inserida naturalmente em seu dia a dia familiar, Eva deve estar tranquila para subir ao palco neste novo trabalho. Certo?

“Não é bem assim. A gente está ensaiando bastante. No banheiro, a gente até canta, mas estou fazendo aula todos os dias”.

Eva vai participar do primeiro show, que acontece no dia 2 de novembro, no Teatro Safra, em São Paulo, e sempre que possível fará participações especiais.

“Na medida do possível, estarei com eles. Porque estou retornando para um trabalho na TV”.

O trabalho citado pela atriz é o seriado “Os experientes”, parceria da O2 com a Globo. As filmagens começam em dezembro. “Li, gostei e vou participar”.

E embora haja comentários de que a atriz estaria em “O sétimo Guardião”, novela prevista para 2019 no horário das 21h, Eva até que torce para ser verdade, mas ainda não recebeu nenhum convite.

“Não me convidaram, não estou sabendo desse boato. De quem é (a novela)?”, pergunta a atriz. Aguinaldo Silva!

“Ah, Aguinaldo! Então é comigo mesmo! Depois de ‘A Indomada’ e ‘Pedra sobre Pedra’… Adoro a linguagem dele, é uma parceria muito boa mesmo. Ainda não me convidaram. Mas se me convidarem, volto correndo”.

Eva Wilma como Fábia, de 'Verdades Secretas' (Foto: Globo/João Miguel Júnior)Eva Wilma como Fábia, de 'Verdades Secretas' (Foto: Globo/João Miguel Júnior)

Eva Wilma como Fábia, de ‘Verdades Secretas’ (Foto: Globo/João Miguel Júnior)

Mudanças nas telenovelas

Eva tem dezenas de trabalhos em seu currículo. Não sabe o número ao certo.

“Preciso olhar o currículo, porque são 64 anos de trabalhos na TV, no teatro e no cinema”.

E ao longo dessas seis décadas, muito se modificou no jeito de se fazer novelas. Até mesmo na inserção de temas mais polêmicos na trama, bem mais conectados com a realidade do que os enredos focados em pura ficção.

“Em meus dois últimos personagens – em ‘Verdades Secretas’, na TV, e em ‘O que terá acontecido a Baby Jane?’, no teatro — eu fiz uma alcoólatra. Brinco que estou me especializando”.

“Há uns dois anos, tive receio que excesso de tecnologia prejudicasse dramaturgia. Não tenho mais esse receio. A tecnologia está valorizando a dramaturgia. Mas a profundidade dos temas polêmicos é uma questão de cada autor”.

Ou então de horário. As novelas das 18h, por exemplo, costumam focar mais em temas históricos ou contos, enquanto as tramas das 21h trazem temas mais polêmicos e inspirados na vida real.

“Eu tenho encantamento com novela das 18h. ‘Novo Mundo’ foi fantástico. E a atual (‘Tempo de Amar’) também. É a velha maneira de contar história. A história na dramaturgia continua sendo importante”.

E você só acompanha a novela das seis ou é do tipo noveleira, Eva?

“À medida que posso, gosto de acompanhar. Só não gosto de ver quando eu estou. Me acho péssima”. Aos risos, ela confessa que sempre acha que podia ter feito a cena de forma diferente.

E após tantos anos de dramaturgia, ainda tem um personagem que sonha em fazer?

“Ultimamente, eu gostaria de cantar. Por isso estou cantando um pouco nesse trabalho. A formação do ator tem a ver com cantar, dançar e representar. E a essa altura, a gente não pode dizer o que vai ser. A gente faz o que vier”.

Eva Wilma ensaia com Johnnie Beat, Heloá Holanda, William Paiva e músicos do show “Crise, que crise?” (Foto: Divulgação)Eva Wilma ensaia com Johnnie Beat, Heloá Holanda, William Paiva e músicos do show “Crise, que crise?” (Foto: Divulgação)

Eva Wilma ensaia com Johnnie Beat, Heloá Holanda, William Paiva e músicos do show “Crise, que crise?” (Foto: Divulgação)

Fonte: G1

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