‘Gêmea má’ que tentou matar irmã ganha direito a condicional após quase 20 anos presa nos EUA

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Jeen Jeen

Jeen “Gina” Han chora ao receber sua sentença na corte do condado de Orange, em Santa Ana, Califórnia, em foto de 8 de maio de 1998 (Foto: Ygnacio Nanetti/Orange Country Register via AP, Pool, File)

Uma mulher do sul da Califórnia condenada por conspirar para matar sua irmã gêmea idêntica nos anos 1990 teve concedido o direito à condicional após passar quase duas décadas na prisão, segundo uma matéria publicada nesta terça (28).

Em um caso que ficou conhecido internacionalmente, Jeen “Gina” Han – apelidada de “gêmea má” pela polícia – foi sentenciada a uma pena de 26 anos à prisão perpétua em maio de 1998.

Han e mais dois foram considerados culpados de conspiração para cometer homicídio, roubo e falsa prisão. Procuradores disseram que o trio tramou um plano fracassado para matar Sunny Han, que foi amarrada e amordaçada juntamente com sua colega de quarto, antes que ambas fossem resgatadas pela polícia.

As gêmeas coreanas estudaram juntas em um colégio no condado de San Diego e foram próximas durante algum tempo, mas tinham um histórico de brigas, disseram as autoridades. A relação delas se deteriorou depois que Sunny Han acusou a irmã de roubar sua BMW.

O conselho estadual de condicionais recomendou a libertação de Gina Han, que agora tem 43 anos, após uma audiência em 31 de outubro, de acordo com o jornal “Orange County Register”.

Sob as leis da Califórnia, a decisão inclui um período de revisão de 120 dias, no qual o governador Jerry Brown pode decidir se aprova ou rejeita a recomendação de condicional.

Em uma carta na segunda-feira, o escritório da Procuradoria do Condado de Orange pediu a Brown que rejeita a recomendação, dizendo que Gina Han não se referiu a sua suposta doença mental e ainda oferece um risco à sociedade.

A vice-procuradora Nikki Chambers diz que Gina Han, como exemplo de seus planos para a condicional, entregou ao conselho cartas de um homem com quem se corresponde.

Seus colegas de correspondência de vários lugares do país e do exterior ofereceram a ela dinheiro, empregos e abrigo, incluindo um inglês que deu dinheiro a ela após eles se corresponderem por um ano, disse a procuradora.

“O fato é que ela ainda está exercitando os músculos da manipulação que usou quando recrutou dois jovens para assassinar sua irmã, e eles parecem estar tão em forma quanto estavam em 1996”, escreveu Chambers.

Gina Han mantém a versão de que nunca teve a intenção de matar sua irmã.

Fonte: G1

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