HC-UFTM comunica suspensão de cirurgias eletivas em Uberaba

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HC-UFTM informou que as cirurgias de emergência estão mantidas (Foto: Edmundo Gomide/UFTM)HC-UFTM informou que as cirurgias de emergência estão mantidas (Foto: Edmundo Gomide/UFTM)

HC-UFTM informou que as cirurgias de emergência estão mantidas (Foto: Edmundo Gomide/UFTM)

O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) comunicou, na tarde desta terça-feira (19), a suspensão das cirurgias eletivas realizadas na unidade hospitalar, exceto nas especialidades oncologia, neurocirurgia e cardiologia, que serão preservadas conforme o mapa cirúrgico original. Conforme a nota divulgada à imprensa, a suspensão das cirurgias eletivas se deve ao início da greve dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), deflagrada nesta manhã.

Ainda segundo o HC-UFTM, as cirurgias de emergência estão mantidas. O Pronto-Socorro está funcionando normalmente, assim como as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Funcionários da Ebserh que trabalham no HC-UFTM entraram em greve por tempo indeterminado na manhã desta terça-feira (19). Segundo Josiene Barros, delegada-geral do Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal no Estado de Minas Gerais (Sindsep-MG) em Uberaba, os funcionários são contra várias propostas feitas pela empresa.

Em Uberaba, além das pautas nacionais, o grupo também continua reivindicando solução para a progressão nas carreiras dos trabalhadores do HC-UFTM, troca da chefia da Divisão de Gestão de Pessoas (DivGP) e a retomada das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2017/2018).

“Temos tentado negociar e tivemos vários encontros. Porém, a proposta da empresa é reajuste zero: tanto nos salários, quanto nos benefícios. Inclusive, eles falam em corte de benefícios, aumento do desconto do vale-alimentação e redução do valor atual. Temos também a pauta local, com relação a nossa progressão de carreira. Por uma falha da gestão local, não fomos avaliados em 2015 e, hoje, não conseguimos concorrer à progressão que teríamos direito por causa desta falha”, comentou Josiene.

Início da greve dos funcionários da Ebserh que atuam no HC-UFTM  (Foto: Mariana Dias/G1)Início da greve dos funcionários da Ebserh que atuam no HC-UFTM  (Foto: Mariana Dias/G1)

Início da greve dos funcionários da Ebserh que atuam no HC-UFTM (Foto: Mariana Dias/G1)

“De acordo com a lei da greve, mantemos o percentual mínimo, que é 30%, para fazer atendimentos no hospital. Nossa greve tem um diferencial, pois nós fazemos este movimento na porta do HC-UFTM e não deixamos de atender nenhuma emergência. Se formos solicitados pela gestão do hospital para fazer algum atendimento dentro do hospital, estamos de prontidão. Porém, continuamos em greve”, completou a delegada-geral do Sindsep-MG em Uberaba.

Ainda de acordo com os integrantes do sindicato, a greve e as reivindicações foram informadas por meio de documento enviado ao superintendente do HC-UFTM, Luiz Antônio Pertili Rodrigues Resende, e à sede da Ebserh em Brasília (DF).

Em nota, a Ebserh informou que recorreu à Justiça do Trabalho para garantir a prestação dos serviços à população, mas continua negociando com os empregados. No mesmo sentido, a direção do HC-UFTM ressaltou que está aberta ao diálogo com os trabalhadores no âmbito local.

Confira na íntegra a nota da Ebserh

“O HC-UFTM, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), foi notificado da decretação de greve. Diante dessa decisão, a Ebserh recorreu à Justiça do Trabalho para garantir a prestação dos serviços à população, mas continua negociando com os empregados.

A estatal continua na direção de modernizar a gestão dos hospitais universitários federais, preservando e reforçando o papel estratégico desempenhado por esses centros de formação de profissionais na área da saúde e de prestação de assistência à saúde da população.

Esse esforço pode ser percebido no decorrer desse ano, quando a Ebserh convocou 3.784 concursados, cumprindo o compromisso assumido de chamar todos os aprovados dentro do número de vagas previsto. A instituição acredita no bom senso da categoria, para que os serviços prestados à sociedade não sejam afetados.”

Fonte: G1

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