Índice de trotes em número de emergência no AP é menor que a média nacional

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O Amapá registrou índice de 18% de trotes ao número de emergência 190, no período de janeiro a setembro, enquanto a média nacional é de 23% de ligações falsas. O percentual é menor que no mesmo período do ano passado (22%), mas ainda é considerado alto diante do número total de chamadas recebidas.

As informações são do delegado Paulo César Martins, coordenador do Centro Integrado de Operações em Defesa Social (Ciodes), baseado em dados do Ministério da Justiça. Ele considera que a redução é um reflexo do trabalho desenvolvido no projeto Alôzinho.

Martins informou que o teleatendimento do Ciodes recebe, em média, 500 ligações por dia, o que gera em torno de 3,5 mil ligações na semana e por mês, entre 10 a 15 mil. Paulo conta que a maioria dos trotes é feita por adultos.

“Os números 190 e 193 são canais de socorro, quando há perigo iminente, quando o bandido está entrando na sua casa, ou acabou de te assaltar, ou a casa está pegando fogo. A gente até suspeita que a criminalidade liga para a central para tentar direcionar a polícia para um lado e ir cometer crime para outro”, comentou o coordenador.

O trabalho de conscientização realizado nas escolas, instituições e entidades que solicitam a visita dos policiais continuará acontecendo, ainda mais reforçado. Depois de visitar as escolas estaduais, a ideia é levar o Alôzinho para escolas municipais, com palestras e dinâmicas que tentam mudar algumas atitudes.

“A situação é muito séria. O que parece brincadeira, na verdade pode causar a morte. É um trabalho constante de educação das pessoas, que deve ser iniciado em casa”, alertou o delegado.

O projeto Alôzinho foi criado em 2011, em homenagem à bombeiro militar Patrícia Gonçalves Façanha, que morreu num acidente no caminhão da corporação quando se deslocava para atender a uma falsa chamada de incêndio, em 6 de janeiro de 2006.

A morte da oficial resultou na criação da lei que implementou o projeto, com campanhas educativas em cidades, comunidades e escolas, visando orientar sobre chamadas falsas.

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Fonte: G1

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