Itapecerica enfrenta rodízio no abastecimento e Prefeitura decreta restrições no uso da água 

0
Diminuição da vazão do Ribeirão Gama foi responsável pelo rodízio estabelecido em Itapecerica (Foto: PMI/Divulgação)Diminuição da vazão do Ribeirão Gama foi responsável pelo rodízio estabelecido em Itapecerica (Foto: PMI/Divulgação)

Diminuição da vazão do Ribeirão Gama foi responsável pelo rodízio estabelecido em Itapecerica (Foto: PMI/Divulgação)

Itapecerica entrou para a lista de cidades da região Centro-Oeste de Minas que enfrentam rodízio no abastecimento de água. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que a medida é devido a diminuição da vazão do Ribeirão do Gama. A Prefeitura decreta restrições no uso da água.

A companhia informou que o abastecimento da cidade foi prejudicado com o longo período de estiagem e a diminuição da vazão do ribeirão que é o manancial utilizado pela empresa para abastecimento da sede municipal de Itapecerica.

Para garantir o fornecimento de água aos moradores, durante esse período crítico, a Companhia adotou o rodízio como medida emergencial, além do acionamento de poços profundos e do apoio de caminhões-pipa, quando necessário.

Para o rodízio, a cidade foi dividida em duas áreas. Veja quadro.

Tabela do rodízio em Itapecerica (Foto: Reprodução/Copasa)Tabela do rodízio em Itapecerica (Foto: Reprodução/Copasa)

Tabela do rodízio em Itapecerica (Foto: Reprodução/Copasa)

De acordo com o Prefeito Wirley Rodrigues Reis (Teko), a Copasa possui as concessões do serviço público de tratamento do esgoto e do abastecimento de água e que ainda terão vigência por alguns anos.

“No entanto, os contratos estão sendo analisados com muito cuidado por parte da Prefeitura no sentido de que seja cobrado da concessionária o efetivo cumprimento das cláusulas contratuais, bem com a adequação das mesmas à realidade contemporânea, visto que a tendência é a diminuição progressiva dos níveis de chuva ao longo dos anos, principalmente no que diz respeito à obrigação de garantir à população o abastecimento de água, nosso objeto de estudos no momento”.

Teko avalia ainda que existe uma questão climática que influencia diretamente na capacidade operacional da empresa, mas está revendo a questão contratual visando à implantação de soluções em curto, médio e longo prazos para o problema de desabastecimento ocasionado pela seca e a consequente ausência de vazão suficiente no Ribeirão do Gama, ponto de captação superficial de água para provimento do município.

“Em recente reunião cobrei enfaticamente ações para a melhoria do abastecimento de água em Itapecerica. Deixei clara a minha indignação e de toda a cidade em relação aos três poços perfurados em 2014 que até hoje não começaram a operar por falta de equipamento. Atualmente estão em funcionamento dois poços, no Gama e na Boa Viagem”.

Como resultado da reunião, segundo o prefeito, foi conseguido uma bomba que faltava para a operação do terceiro poço, no Bairro Nossa Senhora das Graças, cuja previsão de funcionamento é para os próximos dias.

“Também foi fixada a data limite de 10 de outubro para que os outros dois poços já perfurados, no Magnólia e no São Geraldo, sejam equipados, interligados ao sistema e comecem a operar. De acordo com a Copasa, as vazões dos cinco poços são suficientes para garantir condições regulares de abastecimento à cidade na hipótese de restrição hídrica no Ribeirão do Gama, que abastece o município”.

Decreto restringe o uso da água na cidade (Foto: Reprodução/PMI)Decreto restringe o uso da água na cidade (Foto: Reprodução/PMI)

Decreto restringe o uso da água na cidade (Foto: Reprodução/PMI)

Itapecerica enfrenta um período de mais de 100 dias sem chuvas, segundo a Prefeitura. “A seca está castigando e, por isso, é de extrema importância que toda a população colabore e economize água. Tenho certeza de que ninguém quer passar novamente pelo terror que é a falta de água. Por isso, vamos nos conscientizar. Neste contexto foi editado o Decreto que determina a utilização racional dos recursos hídricos, sendo este um dos grandes desafios da humanidade a serem resolvidos pela nossa geração e pelas gerações futuras”.

O decreto determina que fica proibido utilizar água da rede pública para lavar veículo, calçadas, frentes de imóveis, ruas, encher piscinas, bem como para outras situações que não sejam o consumo humano e caracterizem desperdiço.

Se for constatado o uso indevido da água, durante o período de restrição, os fiscais do município deverão notifica e aplicar multa de R$ 399 por incidência constatada. O decreto é por tempo indeterminado.

Fonte: G1

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here