Lições de jornalismo de Lillian Ross

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Lillian Ross em 2006
A morte da repórter americana Lillian Ross (foto), aos 99 anos, no último dia 20, deixou o jornalismo em luto. LIllian foi a pioneira e melhor representante do estilo que, na falta de expressão melhor, ficou conhecido como “jornalismo literário”. Ao importar para a reportagem as técnicas narrativas da ficção, ela demonstrou que, tão ou mais importante que os fatos, é a forma de narrá-los. O primeiro e mais bem-sucedido exemplo disso é uma série de cinco reportagens publicadas em 1952 na revista New Yorker, depois reunidas no livro Filme, tema de minha coluna desta semana na revista Época. Com acesso irrestrito à concepção e às filmagens de A glória de um covarde, um fracasso anunciado do cineasta americano John Huston, ela produziu o melhor retrato da disputa de egos e do choque entre interesses comerciais e artísticos que até hoje movem Hollywood e outras indústrias criativas. Uma aula para quem quer aprender a contar histórias e para quem depende de vender histórias para sobreviver.

Fonte: G1

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