Maroon 5 lança álbum com mais convidados na carreira e faz pop óbvio em 'Red Pill Blues'; G1 ouviu

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Maroon 5, com o vocalista Adam Levine no centro (Foto: Divulgação/Universal)Maroon 5, com o vocalista Adam Levine no centro (Foto: Divulgação/Universal)

Maroon 5, com o vocalista Adam Levine no centro (Foto: Divulgação/Universal)

O sexto disco do Maroon 5 foi lançado nesta sexta-feira (3) em clima de “Eu já sabia”.

A banda americana confirma com “Red Pill Blues” (trocadilho com as pílulas azul e vermelha do filme “Matrix”) que o charme do vocalista Adam Levine, os clipes breguinhas superproduzidos e as participações especiais são tão importantes quanto, hmmmm, uma coisa aí chamada música.

Os três primeiros discos do agora septeto não tinham duetos de Levine com cantoras pop ou rappers. Em vez de featuring e arranjos dançantes um tanto genéricos, o grupo apostava em uma coisa meio Police, soul de branco, rock com groove e letras pueris sobre amor. Esse era o Maroon 5 da década passada.

O Maroon 5 dos anos 2010 é outro. “Red Pill Blues” é o auge de uma fórmula que deu muito certo. E que botou o grupo em estádios lotados, em duas noites seguidas no Rock in Rio e no topo das paradas.

Se o rock está em baixa há um tempinho, o jeito é fazer pop eletrônico óbvio. Não parece ser por acaso o Maroon 5 ter mais participações neste disco do que em toda a carreira somada.

Foi a partir de 2011 que a banda começou a ficar menos “roqueira”. Daí vieram “Moves like Jagger” (com Christina Aguilera), “Payphone” (Wiz Khalifa), “My Heart Is Open” (Gwen Stefani).

Antes, era uma participaçãozinha por disco e olhe lá.

Agora, são seis convidados:

  • “What Lovers Do” (com a cantora SZA) tem o refrão mais grudento. Parece música feita por um robô para ser enfiada no meio de uma trilha de loja de roupa cafona
  • “Help Me Out” (com Julia Michaels) é uma das melhores. Difícil entender por que Michaels está demorando tanto para estourar: quando canta é um alívio para quem não aguenta os agudos exagerados de Levine
  • O rapper LunchMoney Lewis está em “Who I Am”. Ela traz um pouco do groove e do suingue do começo de carreira
  • A$AP Rocky rima em “Whiskey”, o mais perto que o Maroon 5 chega de fazer uma balada: “As folhas estão caindo, é setembro (…) Eu disse que ela poderia ficar com minha jaqueta”.
  • “Don’t Wanna Know” (Kendrick Lamar) é uma faixa bônus só OK
  • Outra presente na versão deluxe, “Cold” (Future) é hit desde fevereiro

Então, parcerias não são bem-vindas no pop? Não é isso. É legal quando estilos são somados, quando as escolhas parecem menos calculadas. Não deve ser o caso.

E quando o Maroon 5 está sozinho?

Quando sozinhos, as letras com romantismo fácil sobressaem. Tem pop arrastado sexy (“Lips on You”) e R&B espertinho de várias camadas, no meio do caminho entre Drake e Justin Bieber (“Bet my heart”).

“Wait” tem a voz de Adam Levine autotunada além da conta, descarecterizando um dos maiores trunfos da banda.

“Girls Like You” recoloca o grupo ao lado do produtor canadense Cirkut, de “Sugar”. Mas a doçura (aff) do sucesso do disco anterior dá lugar a uma faixa suave e sem o mesmo potencial de render um clipe picareta e um bom momento de show.

E se você acha que o Maroon 5 não é a banda mais desesperada para fazer sucesso e parecer atual, olhe abaixo a capa do disco. Sim, alguém achou que seria genial botar carinhas de quase 40 anos com divertidos filtros do Snapchat…

Capa do disco 'Red Pill Blues', do Maroon 5 (Foto: Divulgação/Universal)Capa do disco 'Red Pill Blues', do Maroon 5 (Foto: Divulgação/Universal)

Capa do disco ‘Red Pill Blues’, do Maroon 5 (Foto: Divulgação/Universal)

Fonte: G1

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