Monitor da violência: homicídios ocorridos no Amapá não têm presos após 2 meses

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O G1 registrou, no período, todas as mortes violentas ocorridas no Brasil. Agora, acompanha todos esses casos. O trabalho é resultado de uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com uma série de iniciativas que envolvem reportagem e análise de dados, o projeto se chama Monitor da Violência.

Nesta segunda etapa do projeto, após o levantamento inicial do número de casos, o G1 buscou o detalhamento de cada morte desde 4 de outubro e conseguiu as informações em 5 de novembro.

Os dados foram buscados com a Polícia Civil e com a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Dos cinco registros do Amapá, todos são investigados como homicidios pelas delegacias e ocorreram em Macapá. Os mortos foram do sexo masculino, sendo três adolescentes e dois adultos, com idades entre 16 e 44 anos. Quatro morreram baleados e um foi assassinado a facadas.

Até o fim da apuração, em 5 de novembro, somente dois casos estavam com inquéritos abertos e os outros três estavam ainda na fase de investigação. As mortes estão sendo acompanhadas pela Delegacia de Homicídios (Decipe), 2ª Delegacia de Polícia e 4ª Delegacia de Polícia.

O atirador, conhecido como “Cabeção”, morreu no dia 31 de agosto após trocar tiros com o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Ele havia assaltado um taxista na Zona Leste da capital, quando foi flagrado por uma viatura. “Cabeção” teria atirado contra os militares, que revidaram o atingindo pelo corpo.

Mortes violentas entre 21 e 27 de agosto

Dois meses e meio depois, 64% do total de casos de morte violenta ocorridos entre 21 e 27 de agosto no Brasil continuam em aberto e só 11% registram alguma prisão. É o que mostra um novo levantamento feito pelo G1 tendo como base todas as mortes registradas durante uma semana no país. Se forem excluídos os casos em que a polícia não informa ou que não foi possível obter o status dos crimes, o índice de casos em andamento sobe para 75% (e o de prisões, para 15%).

Apuração*: Jéssica Alves, John Pacheco, Jorge Abreu e Lorena Kubota (G1 Amapá).

Fonte: G1

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