Morador é multado por colocar cortina LGBT na janela do apartamento

Francisco Campos tem 28 anos e vive em um condomínio na rua Augusta, centro de São Paulo. O geólogo diz ter sido vítima de homofobia no prédio onde mora há cinco anos.

De acordo com o rapaz, que divide o apartamento com o namorado Gabriel Facuri, 30 anos, o casal recebeu uma enxurrada de reclamações ao colocar uma cortina no quarto com as cores da bandeira LGBT+.

Como publicou a revista Vice, as primeiras reclamações surgiram dois dias depois da cortina ter sido colocada. Um funcionário do prédio entrou informou que a administração havia solicitado a retirada do objeto por causa das reclamações de outros moradores. Detalhe, ninguém aceitou conversar pessoalmente com Francisco.

“Após nossa contestação por escrito, a administração disse que nossa cortina não se trata de uma cortina e que pode ‘interferir e influenciar na valorização do patrimônio’”, disse o geólogo em postagem nas rede sociais.

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A manifestação homofóbica partiu dos moradores do prédio

Voltando aos responsáveis pelo comando do prédio na rua Augusta, de acordo com o jovem de 28 anos, a cortina estava, na visão dos outros moradores, infringindo a norma condominial. Para completar, o casal diz ter sido ameaçado com multa “em todo o momento”. Até o pessoal da imobiliária entrou em contato.

“É estritamente vedado colocar ou fixar toldos, placas, letreiros de propaganda, ou quaisquer outros objetos nas janelas das unidades autônomas ou na fachada do edifício, excluídas desta proibição tão somente as lojas”, diz o documento enviado aos dois.

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Mesmo depois de tirar a cortina, o geólogo foi multado

A pergunta que não quer calar é a seguinte, a atitude seria a mesma caso uma bandeira do Brasil estivesse exposta na janela do edifício? Fica a dúvida. No momento, pode-se concluir que a manifestação dos condôminos flerta com a homofobia e por incrível que pareça, acontece na rua Augusta, outrora símbolo de liberdade e diversidade.

Em tempo, mesmo depois de terem retirado a cortina com as cores LGBT+, Francisco e Gabriel foram multados.


Fonte: R7