Moradores de Jundiapeba, em Mogi, reclamam de falta de água

Eles dizem que há pelo menos três dias não sai uma gota d´água das torneiras do Jardim Nove de Julho. O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) afirma que vai mandar um caminhão-pipa. Moradores de Jundiapeba, em Mogi, reclamam de falta de água
Moradores do Jardim Nove de Julho, no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, reclamam da falta de água. Eles dizem que há pelo menos três dias não sai uma gota das torneiras. O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) afirma que vai mandar um caminhão-pipa e que o bairro é abastecido por poço artesiano. Segundo o Semae, a interligação de um segundo posto, até abril de 2019, deve resolver o problema.
O resultado são pias com louça suja, roupa acumulada para lavar e prejuízo, já que muita gente compra galões de água pra cozinhar, como é o caso da dona Célia Maria de Nóbrega. O gasto não estava no orçamento. Para banho e descarga, ela usa água da chuva armazenada na caixa que fica no quintal.
Até agora a família está conseguindo se virar, mas a falta d’água já está indo para o quarto dia seguido e isso preocupa.
“Ficar comprando galão para tomar banho, para cozinhar, vai ficar muito mais caro. Inclusive quando acaba a água, tem o problema de vir ar no cano. Isso acelera o preço da conta de água também, que em vez de baixar quando não vem água vai duplicar”, reclama a aposentada.
Aliás a conta que vai vencer no dia 30 de novembro já chegou: quase R$ 200. Antes não passava dos R$ 100, segundo a aposentada.
Falta de água em Mogi das Cruzes
Reprodução/TV Diário
“A gente pagava menos e agora aumentou e está faltando mais. Não tem água. A gente fica perdido, porque não tem água e estamos pagando caro”, diz o pedreiro Joide da Silva.
Este período de três dias sem água é o mais crítico, mas os moradores dizem que os problemas começaram há duas semanas. Durante o dia não tinha água, à noite ela chegava em pouca quantidade e bem escura.
“A roupa branca não se lava, porque se lavar vai manchar”, diz a dona de casa Selma Tarosso de Oliveira. Ela contou que está comendo na casa da sogra porque também não dá para cozinhar com água escura.
Eles dizem que a cada hora é um morador que liga para o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e o retorno é sempre o mesmo.
“A primeira vez me passaram prazo de 12 horas para mandar alguém para ver o que estava acontecendo, porque eles não estavam cientes de que nós estávamos sem água, mas até agora ninguém apareceu”, diz a aposentada Maria Donizete Moraes.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que a rede de água desse bairro é abastecida por um poço artesiano, só que com o calor dos últimos dias, o consumo aumentou e o poço não tem dado vazão pra tanta demanda.
A saída, segundo a Prefeitura, é o funcionamento de um segundo poço artesiano que já foi perfurado e deve ser integrado ao sistema entre março e abril de 2019.
Para melhorar a situação, o Semae vai enviar um caminhão-pipa pra reforçar o abastecimento. Com isso, a qualidade da água deve melhorar em relação à cor escura que a moradora falou na reportagem.


Fonte:G1