Na China, Temer defende maior interação empresarial entre países dos Brics 

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O presidente Michel Temer defendeu nesta segunda-feira (4), em evento dos Brics na China, uma maior interação entre os setores empresariais dos países que fazem parte do grupo (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Para Temer, é preciso impulsionar o “componente não governamental” do bloco.

O presidente viajou para a China na semana passada e vem participando nos últimos dias de compromissos da IX Cúpula dos Brics. Em um discurso para empresários nesta segunda, ele disse que quer “louvar e encorajar” o investimento privado e o comércio entre os países, e ressaltou que o Brasil representa “extraordinárias oportunidades de negócios”.

“Pude confirmar o vigoroso empenho do conselho em fazer do Brics instrumento efetivo para aumentar ainda mais o comércio e o investimento entre os nossos países. As variadas iniciativas aqui relatadas contribuem para trazer o Brics para mais perto de nossos setores produtivos”, afirmou o presidente.

“Rússia, Índia, China e África do Sul, ao mesmo tempo em que encontram no Brasil extraordinárias oportunidades de negócios, representam destinos dos mais vantajosos para nossos produtos e investimentos”, completou Temer.

O presidente citou o programa de concessões e privatizações lançado pelo governo e chamou o projeto de “ambicioso”. “Neste momento de modernização de nossa economia, multiplicam-se as perspectivas para quem quer investir no Brasil”, disse.

Em seguida, Temer posou para foto de família com os líderes e cônjuges dos Brics e de países convidados para o encontro (Egito, Tajiquistão, Tailândia, Guiné e México). No fim do dia no horário local (11h à frente de Brasília), Temer vai participar de um jantar com os demais chefes de Estado.

Agência do Banco dos Brics

Presente na comitiva presidencial na China, o ministro Aloysio Nunes, das Relações Exteriores, afirmou que o Brasil pode sediar uma agência do Banco dos Brics.

A ideia, segundo ele, é que a agência seja instalada no Rio de Janeiro ou São Paulo. “Isso vai ser concretizado no curto prazo”, afirmou o ministro. Em agosto, o banco abriu uma agência em Johannesburgo, na África do Sul.

Criado pelos cinco países do Brics em 2014, o banco foi pensado como um alternativa dos integrantes do bloco ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) na busca por financiamentos. A instituição financeira começou a operar em 2015.

Em abril deste ano, o banco do Brics fechou seu primeiro contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar projetos no Brasil no valor de US$ 300 milhões. O empréstimo visa projetos no setor de energias renováveis.

Aloysio Nunes participou nesta segunda de um encontro no qual foram assinados acordos para aproximar empresários brasileiros e o banco do Brics, cuja sede fica na China.

Fonte: G1

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