Nova Serrana assina convênio para promover Arranjos Produtivos Locais no setor de calçados

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A prefeitura de Nova Serrana assinou, juntamente com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Secretaria de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif), o convênio de Arranjos Produtivos Locais (APL). O objetivo é incentivar a diversificação produtiva e o fortalecimento do polo calçadista.

De acordo com dados do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), o polo calçadista conta com 1.200 indústrias em atividade, empregando cerca de 20 mil trabalhadores diretos e 22 mil indiretos, produzindo cerca de 800 pares por dia.

Segundo a assessoria do Governo de Minas, o convênio foi assinado com 11 prefeituras e a parceria vai garantir o apoio a 14 APLs. O valor total é de R$ 285 mil e, a partir da percepção de que o trabalho de promoção e marketing dos polos e APLs tem grande efeito na mobilização interna dos empreendedores e na abertura de mercado, o convênio pretende contribuir para melhoramento da forma como o próprio arranjo produtivo se vê, bem como a maneira como este se “vende”.

A parceria entre a Seedif e o Sebrae-MG também irá estimular ações de fomento à inovação e competitividade.

Os convênios assinados irão contemplar, além de Nova Serrana, os Arranjos Produtivos Locais das Joias de Teófilo Otoni; do vestuário de São João Nepomuceno; do Audiovisual de Cataguases; da Fruticultura de Jaíba; da Cerveja Artesanal de Juiz de Fora; da Langerie de Juruaia; do Artesanato em Pedra Sabão de Ouro Preto; do Vestuário de Espinosa e do Biscoito de São Tiago. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte foram contemplados os APLs do Vestuário, das Gemas e Joias, da Cerveja Artesanal e dos Móveis.

Hoje Minas Gerais possui 38 Arranjos Produtivos Locais reconhecidos pelo Governo do Estado. Com a produção organizada a partir de regiões, a estruturação do APL não só cria uma identidade para o grupo de empresas, mas também propicia uma série de benefícios. O segmento passa a participar de políticas públicas dos governos federal e estadual, desenvolvidas especificamente para os Arranjos Produtivos, como editais de financiamento e linhas de crédito subsidiadas.

Com vocação natural para determinado setor e a concentração de empresas em uma mesma região, para se tornar um APL é necessário ter ou criar uma entidade de governança (sindicato, instituição de ensino, prefeitura ou outra entidade representativa do setor) para liderar as ações do grupo.

Aglomerados de empresas de um mesmo setor só se tornam um APL depois de serem certificados pelo Governo do Estado. Para que isso aconteça, é preciso que a entidade de governança solicite uma análise do processo e o reconhecimento do APL.

Fonte: G1

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