Obras de oito UBSs em Macapá estão atrasadas por falta de recursos, diz prefeitura

0
Obras da UBS Cidade Nova em Macapá se arrastam desde 2012 (Foto: Divulgação/PMM)Obras da UBS Cidade Nova em Macapá se arrastam desde 2012 (Foto: Divulgação/PMM)

Obras da UBS Cidade Nova em Macapá se arrastam desde 2012 (Foto: Divulgação/PMM)

Obras em oito unidades de saúde em Macapá estão com as trabalhos de construção ou reforma atrasados em função do atraso de repasses pelo Governo Federal. Segundo a prefeitura, os prédios na capital e no interior tiveram os atendimentos remanejados para espaços temporários, como igrejas e centros comunitários.

A Secretaria de Saúde (Semsa) explicou que cumpriu inicialmente o cronograma de obras com 20% do valor total liberado pelo Ministério, e mesmo com a prestação de contas sendo feita, os recursos não foram destinados à capital.

Eldren Lage, subsecretário de Saúde do município (Foto: Rita Torrinha/G1)Eldren Lage, subsecretário de Saúde do município (Foto: Rita Torrinha/G1)

Eldren Lage, subsecretário de Saúde do município (Foto: Rita Torrinha/G1)

A construção que vem se arrastando há mais tempo é a da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Cidade Nova, na Zona Leste, que funcionava em prédio próprio, localizado em frente ao rio Amazonas, na orla da cidade. Em 2012 a estrutura foi demolida para reconstrução total.

Cinco anos depois, a obra não foi erguida e desde 2013 o atendimento vem sendo feito num prédio alugado, no bairro Perpétuo Socorro, também na Zona Leste.

Em 2016, prefeitura disse ter retomado as obras, com recurso previsto de R$ 715.038,49. O subsecretário de Saúde, Eldren Lage, disse que os trabalhos foram adiantados os 20% do recurso liberado. Desde então, segundo ele, o Ministério da Saúde não liberou mais nenhuma parcela.

UBS do bairro Congós, na Zona Sul, é uma das que está com trabalhos atrasados (Foto: Jorge Abreu/G1)UBS do bairro Congós, na Zona Sul, é uma das que está com trabalhos atrasados (Foto: Jorge Abreu/G1)

UBS do bairro Congós, na Zona Sul, é uma das que está com trabalhos atrasados (Foto: Jorge Abreu/G1)

Além dessa, estão paradas também as obras de unidades nos distritos de Abacate da Pedreira, Santa Luzia do Pacuí, Ambé, Tracajatuba e Ilha Redonda. Na capital, as Unidades Básicas de Saúde do bairro Congós e a Lélio Silva, na Zona Sul, tiveram os trabalhos paralisados, mas eles foram retomados e agora seguem lentamente, diz a prefeitura.

A Lélio Silva, localizada no bairro Novo Buritizal, é a maior de todas em termos de atendimentos. São cerca de 30 mil pessoas por mês que procuram a unidade para algum tipo de cuidado. Ela foi fechada em 2016 para reforma com previsão de conclusão de 120 dias, mas o tempo extrapolou.

Os atendimentos dessa unidade foram transferidos para as UBSs de outros bairros, como a Rosa Moita, no bairro Nova Esperança, e Rubim Aronovitch, no Santa Inês.

UBS do bairro Brasil Novo teve reformas iniciadas esta semana (Foto: Divulgação/Semsa)UBS do bairro Brasil Novo teve reformas iniciadas esta semana (Foto: Divulgação/Semsa)

UBS do bairro Brasil Novo teve reformas iniciadas esta semana (Foto: Divulgação/Semsa)

Demora preocupa população

Dono de um açougue na frente da UBS do bairro Congós, Valter Monteiro, de 40 anos, diz lamentar o fechamento do local que obriga moradores a irem para outros bairros.

“Preciso levar frequentemente minha esposa para verificar pressão e como a unidade aqui da frente não está funcionando, tenho que buscar atendimento em outros lugares, geralmente a levo na do Santa Inês. É complicado”, comenta o empresário, que da porta do seu estabelecimento visualiza a unidade de saúde fechada todos os dias.

Município tenta destravar processos

Para tentar das andamento nas obras, o subsecretário diz que o município vai até Brasília para buscar verbas. Na quinta-feira (21), segundo ele, o prefeito se reunirá com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para tratar da liberação dos recursos.

Recentemente a prefeitura anunciou nova obra, dessa vez na unidade Brasil Novo, prevista para iniciar ainda esta semana. Como o recurso também é de emenda, o subsecretário não descarta a possibilidade de que ocorra o mesmo problema das outras.

“Realmente esse risco existe. Vamos utilizar os 20% já liberados, mas terminando essa parcela, se a empresa não tiver capital ou até lá essa situação não se resolver junto ao Governo Federal, corre o risco de as obras pararem sim. Mas a gente tem que iniciar e apostar que as coisas vão se estabilizar”, completa.

Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o VC no G1 AP ou por Whatsapp, nos números (96) 99178-9663 e 99115-6081.

Fonte: G1

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here