'Peão' feito com CD diminui a correria da hora do recreio em escola pública de RO

0
Brincadeira ajuda no desenvolvimento, na criatividade e no comportamento das crianças (Foto: Pâmela Fernandes/G1)Brincadeira ajuda no desenvolvimento, na criatividade e no comportamento das crianças (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

Brincadeira ajuda no desenvolvimento, na criatividade e no comportamento das crianças (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

Uma ideia simples mudou a hora do recreio dos alunos do 3º ano do ensino fundamental da escola estadual José Francisco em Ji-Paraná, região central do estado. A ideia surgiu da professora Arieli Cristina Basgal que percebeu que as brincadeiras das crianças eram duas: correr ou passar o recreio inteiro mexendo no celular. Ela encontrou um tutorial na internet, levou para sala de aula e a garotada adorou.

A professora conta que o problema da correria durante o intervalo já estava preocupando, pois muitos alunos caiam e se machucavam enquanto brincavam. “Mesmo que nosso recreio já seja dividido por séries, nós sempre pegamos no pé para não correrem. Chegamos a colocar regra proibindo os alunos de correr”, conta a Cristina.

Mas, mesmo com as regras, não era fácil colocar freio nas perninhas agitadas, que continuavam a correr pelo pátio. “Então, uma inspetora começou a trazer corda para pular, e começou a ter o maior bochicho em sala sobre a novidade. Daí, comecei a procurar por alguma coisa que pudesse entretê-los também”, conta a professora.

Arieli explica que todo ano trabalha algo diferente com seus alunos, sempre buscando incentivá-los a reciclar. Em outros anos, já produziu livros de papelão, brinquedos de garrafas pet. Mas as brincadeiras acabavam ficando apenas dentro de sala de aula. Desta vez, precisava levar a arte para o pátio para entreter os garotos.

Durante rodas de conversa, a professora conta que tentava ouvir os alunos e saber o que interessava a eles. O que coloca em prática dentro de sala são assuntos que precisam ir de encontro com o que as crianças querem.

As alunas Maria Eduarda de Jesus e Maria Eduarda de Azevedo, com oito anos de idade, contam que adoraram a ideia (Foto: Pâmela Fernandes/G1)As alunas Maria Eduarda de Jesus e Maria Eduarda de Azevedo, com oito anos de idade, contam que adoraram a ideia (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

As alunas Maria Eduarda de Jesus e Maria Eduarda de Azevedo, com oito anos de idade, contam que adoraram a ideia (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

“As ideias surgem em sala de aula, pois eu aprendo muito com eles. Percebi que eles estavam falando muito em tablet, celular, computador e jogos, então pensei em tirar este foco deles e resgatar brincadeiras antigas”, explica.

Depois de procurar ideias na internet, encontrou algo bem simples que uniu o útil ao agradável: reciclagem, brincadeiras antigas e sem correr. Os materiais são simples. Um CD que não é mais utilizado em casa, uma tampinha de garrafa pet, bolinha de gude, cola e o E.V.A que é utilizado só para enfeitar. “Fiz o teste em casa e no outro dia eu já trouxe para eles. Eles amaram e eles trouxeram os materiais de casa e fizemos”, conta.

As alunas Maria Eduarda de Jesus e Maria Eduarda de Azevedo, com oito anos de idade, contam que adoraram a ideia acabaram de fazer os seus peões e contam estar adorando a ideia. “Antes, a gente brincava no celular, as vezes de boneca, de correr e já me derrubaram enquanto brincava e acabei ralando o joelho. Agora a gente se diverte do mesmo jeito”, conta Eduarda de Jesus.

Depois de colocar o projeto em prática, a professora descobriu que várias outras matérias também podem ser trabalhadas utilizando o novo brinquedo. Mas segundo ela, tem tido resultado além das matérias curriculares. “Não trabalha só o lúdico, mas o companheirismo também. Quando um não tem o material, eles compartilham, trazem de casa uns para os outros. Assim, a gente já aproveita e trabalha os valores”, finaliza a professora.

Fonte: G1

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here