Piloto automático da Tesla é parcialmente culpado por morte nos EUA

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O sistema de “piloto automático” usado em carros da montadora Tesla, chamado de “Autopilot”, foi parcialmente culpado pela morte de um motorista nos Estados Unidos, em maio de 2016, segundo agência federal que investiga acidentes naquela país.

O caso, revelado meses depois, teve grande repercussão porque foi a primeira fatalidade envolvendo um veículo com esse tipo de recurso, que permite que o carro rode sozinho, dentro de certos limites.

O Tesla Model S, com tecnologia semiautônoma, colidiu com uma carreta que vinha no sentido contrário e tentava fazer uma conversão, na Flórida. O motorista do carro morreu na hora.

Agora, o Conselho Nacional de Segurança do Transporte dos Estados Unidos (NTSB), especializado na investigação de desastres aéreos e acidentes de trânsito de grandes proporções, afirmou que houve “excesso de confiança” da vítima, mas apontou que o sistema da Tesla acabou sendo usado fora dos limites.

O sistema da Tesla, apesar de conseguir ler os limites de velocidade e outros fatores importantes, não desliga o piloto automático em tais estradas.

O relatório analisou fatores por trás do acidente em que Joshua Brown, de 40 anos, morreu após não responder a 7 avisos do sistema da Tesla para voltar ao modo ativo de direção.

Geralmente, em carros com o sistema semi-autônomo, o motorista precisa demonstrar que está atento e pode retomar o controle do veículo a qualquer momento, mantendo as mãos sobre o volante, por exemplo (conheça 4 modelos vendidos no Brasil). Se o carro “percebe” que não há sinal de atenção do condutor, ele emite alertas sonores, visuais e ou por meio de vibração.

A equipe do NTSB não pôde explicar o motivo para a falta de atenção do motorista da Tesla, ou o fato do condutor do caminhão não ter freado.

A Florida Highway Patrol encontrou vestígios de maconha no sangue do motorista do caminhão, mas o NTSB não determinou se a droga exerceu um papel importante no acidente.

Após o relatório do NTSB, a Tesla afirmou que seu sistema de piloto automático “aumenta significativamente a segurança, como a NHTSA demonstrou que reduz as taxas de acidentes em 40%”.

A montadora disse ainda: “Agradecemos a análise do NTSB sobre o trágico acidente do ano passado e avaliaremos suas recomendações à medida que continuemos a evoluir nossa tecnologia”.

Ainda em 2016, a Tesla promoveu uma atualização do “Autopilot”, a fim de aumentar a segurança do sistema.

Fonte: G1

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