Pioneiro das 'fake news' morre em circunstâncias não esclarecidas nos EUA

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Paul Horner, um dos pioneiros das chamadas “fake news” (notícias falsas) na internet e cujas histórias conseguiram repercussão nacional nos Estados Unidos durante as últimas eleições presidenciais, morreu na cidade de Phoenix em circunstâncias que ainda estão sendo investigadas, informaram nesta terça-feira (26) meios de comunicação locais.

O site do jornal local “Arizona Republic” afirma que Horner morreu aos 38 anos em 18 de setembro e que a sua morte está sob investigação, sem dar mais detalhes.

O Escritório Médico Forense no Condado de Maricopa será o responsável pela autópsia para determinar a causa da morte de Horner, que em 2011 foi detido pela posse de drogas, entre elas heroína, diazepam, oxycodene e prozac, no valor de US$ 15.000.

Durante os últimos seis anos Horner fabricou intencionalmente notícias falsas que circulavam principalmente na internet e causavam fortes reações entre os leitores, utilizando domínios que pareciam oficiais como “CNN.co.de” e “Microsofsite.com”.

Seu trabalho atraiu atenção nacional durante as eleições presidenciais de 2016 nos EUA depois que meios de comunicação e políticos repetiram alguma das suas histórias sem verificá-las antes.

Horner chegou a dizer que considerava que, em parte graças ao seu trabalho, Donald Trump tinha ganhado as eleições presidenciais.

Suas histórias circulavam nas redes sociais principalmente em sites como o Facebook, o que lhe permitia chegar a milhões de leitores.

Em alguns dos casos mais conhecidos, o ex-diretor da campanha do agora presidente Trump, Corey Lewandowski, enviou uma mensagem pelo Twitter com um link a uma da história de Horner sobre manifestantes que eram pagos para comparecer a eventos públicos.

Graças a Horner, a emissora de televisão “Fox News” também chegou a noticiar que o presidente Barack Obama tinha financiado pessoalmente o Museu da Cultura Muçulmana durante uma paralisação do governo federal.

Tratando de explicar o seu trabalho, Horner disse em várias entrevistas que “qualquer um podia escrever uma história”.

Em sua opinião, os primeiros parágrafos devem de ser sempre “superlegítimos”, assim como o título e a imagem que será utilizada, e depois, pouco a pouco, é preciso exagerar mais e mais na informação.

Fonte: G1

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