Policiais civis presos na 'Serendipe' são condenados em Uberlândia

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A Justiça condenou nesta segunda-feira (11) policiais civis presos na Operação “Serendipe”, em Uberlândia, em junho de 2016. De acordo com a sentença do juiz Paulo Roberto Caixeta, da 4ª Vara Criminal da cidade, seis pessoas foram condenadas, das quais quatro são policiais civis na função de investigador. Os crimes citados na sentença são extorsão, corrupção ativa e passiva e falsidade ideológica.

A sentença é em 1ª instância e cabe recurso. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) disse que ainda não teve acesso às sentenças e que, por isso, ainda não sabe de irá recorrer das decisões.

De acordo com a sentença, os policiais condenados pediam propina de até R$ 100 mil para não investigarem e denunciarem crimes de receptação e de adulteração de veículo. Além disso, eles foram condenados nesses processos por alterar registros de ocorrência. Já os demais réus são condenados por corrupção, por aceitarem o pagamento da propina e estarem de posse de veículos com sinal adulterado.

O G1 tentou contato com a defesa de todos os réus citados na sentença, mas apenas os advogados de dois dos denunciados se manifestaram sobre os clientes. Veja quem são os réus e as condenações:

O G1 entrou em contato com o advogado Marco Túlio Bosque, que defende o investigador. Ele informou que vai recorrer da decisão por entender que o réu é inocente.

O advogado Janhsermarks Pereira da Silva disse à reportagem que Reis negocia um acordo delação premiada com o Ministério Público e que não pretende recorrer da decisão do juiz.

A reportagem entrou em contato por mensagem de texto e ligação com o advogado de Borges, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.

A operação “Serendipe” teve como foco a investigação de desvios de conduta por parte de policiais civis de Minas Gerais. A primeira fase foi deflagrada em 23 de junho de 2016 em Uberlândia e a última finalizada em julho de 2017. O promotor Daniel Marotta explicou o envolvimento dos policiais durante toda a operação.

“Tudo começou quando descobrimos que uma quadrilha de roubo de carga com sede em Uberlândia pagava propina para policiais civis com o objetivo de não serem presos. Ainda no ano passado, prendemos alguns policiais de Uberlândia e Uberaba envolvidos no caso e agora a última fase terminou com a prisão de mais quatro investigadores que atuavam em Belo Horizonte”, explicou Marotta.

Os números finais da Operação “Serendipe” são: prisão de 18 policiais civis, nove lotados em Uberlândia, cinco lotados em Uberaba e quatro lotados em Belo Horizonte. Além disso, foram deflagrados mais de uma dezena de ações penais.

Eles são acusados pelo MPMG por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e permanecem presos na Casa de Custódia em Belo Horizonte.

De acordo com os promotores, os policiais faziam uma investigação paralela à da Polícia Federal (PF) e mapeavam duas organizações criminosas que atuavam no roubo de cargas na região. Em seguida, faziam o flagrante dos criminosos e os subornavam para que pudessem ser liberados, forjando o boletim de ocorrência.

Fonte: G1

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