Político de 31 anos é favorito nas eleições da Áustria; extrema-direita quer avançar

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Sebastian Kurz, chefe do partido conservador da Áustria, fala com a imprensa depois de votar em Viena (Foto: AP Photo/Matthias Schrader)Sebastian Kurz, chefe do partido conservador da Áustria, fala com a imprensa depois de votar em Viena (Foto: AP Photo/Matthias Schrader)

Sebastian Kurz, chefe do partido conservador da Áustria, fala com a imprensa depois de votar em Viena (Foto: AP Photo/Matthias Schrader)

Os austríacos comparecem às urnas neste domingo (15) para eleições que podem levar o conservador Sebastian Kurz a tornar-se o chefe de governo mais jovem da Europa, com apenas 31 anos, em um pleito que também pode abrir o caminho para extrema-direita.

A eleição começou às 6h (2h de Brasília) e as primeiras estimativas de resultados devem ser divulgadas pouco depois do fim da votação, às 17h locais (13h de Brasília).

Um total de 6,4 milhões de eleitores estão registrados para votar nas legislativas antecipadas, que geram muita expectativa, no momento em que vários partidos populistas de direita, contrários à imigração, registram bons resultados em vários países da Europa.

O Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), fundado por antigos nazistas e ao qual se uniram os liberais, é um velho conhecido na política do país. Há poucos meses, a formação conseguiu levar seu candidato à presidência ao segundo turno.

Mas o favorito para a eleição é Kurz, atual ministro das Relações Exteriores e líder do partido conservador (ÖVP, Partido Popular Austríaco).

Kurz, chamado de “Wunderwuzzi” (menino prodígio) assumiu em maio a liderança de um partido em crise e acabou com 10 anos de aliança com os social-democratas.

Com uma imagem de modernidade, um discurso firme sobre a imigração e com promessas de cortes fiscais, Kurz conseguiu animar os conservadores e rejuvenesceu a base do partido.

Com 33% das intenções de voto nas pesquisas, o jovem político tem uma vantagem de entre seis e oito pontos sobre o líder do FPÖ, Heinz-Christian Strache, de 48 anos, e o chanceler social-democrata Christian Kern.

Strache, com um apoio de 25%, pode obter o dobro do resultado registrado pelo partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições de 24 de setembro no país vizinho.

A entrada deste partido no Parlamento provocou consternação na Alemanha e foi a primeira vez que uma formação de extrema-direita entrou no Bundestag desde a Segunda Guerra Mundial.

Com este panorama, o FPÖ de Strache pode repetir o resultado obtido por seu antecessor e mentor Jörg Haider em 1999.

Na ocasião, o partido entrou no governo do chanceler conservador Wolfgang Schüssel, o que gerou indignação internacional e sanções europeias, um cenário que hoje parece improvável.

Kurz não descartou nenhuma possibilidade e uma coalizão com o FPÖ parece a alternativa mais provável.

Na eleição presidencial do ano passado, os social-democratas e os conservadores do ÖVP, que compartilhavam o poder desde a guerra, foram derrotados, de maneira inédita, no primeiro turno.

O candidato de extrema-direita Norbert Hofer perdeu por pequena margem no segundo turno para o ecologista liberal Alexander Van der Bellen.

O atual chefe de Governo Christian Kern, um empresário que entrou para a política, tentou modernizar a imagem do partido social-democrata.

Mas nas últimas semanas tentou retomar as origens do partido, ao falar de proteção social, ao mesmo tempo que criticava as promessas de cortes fiscais do ÖVP e do FPÖ para as grandes empresas.

Fonte: G1

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