Prédio histórico do AP fica mais um ano fora da Primavera dos Museus

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Começa na segunda-feira (18), a 11ª Primavera dos Museus. No Amapá haverá atividades em quatro pontos, mas o Museu Joaquim Caetano da Silva, fechado há mais de três anos, não abrirá as portas. A programação do museu consta na agenda oficial do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), mas o acervo será exposto na Fortaleza de São José de Macapá.

O prédio histórico localizado no Centro de Macapá está em processo de reforma. A fachada está sendo pintada. As obras foram iniciadas em 18 de abril do ano passado e o prazo do término seria no final de junho de 2016, mas não ocorreu.

A coordenação atual do Joaquim Caetano confirma nova data de reinauguração para a segunda quinzena de novembro de 2017.

“Assumi faz três meses o museu e a obra já estava paralisada. Conseguimos, junto com o secretário de Cultura, liberar seu retorno e o prédio será entregue em novembro”, disse Carlos Dinelson Coutinho, coordenador de Preservação do Patrimônio Histórico.

Desde 2014 o museu vinha apresentando problemas estruturais, por essa razão foi fechado e passou a receber apenas visitas agendas. Reestruturação no telhado, retirada de infiltrações, pintura externa e interna estão entre os serviços a serem realizados com o orçamento de R$ 141.940,05.

O coordenador adiantou que uma programação especial está sendo elaborada para a reabertura do prédio. Mas enquanto isso não acontece, é na Fortaleza de São José de Macapá que, de 20 a 24 de setembro, o público terá acesso a uma pequena mostra do acervo do Joaquim Caetano, na exposição “Museu: Guardião de Memórias”.

Foi fundado em 1990 e instalado no prédio onde funcionava, no século XIX, a antiga Intendência de Macapá. O nome homenageia o médico e diplomata gaúcho que escreveu a obra L’Oyapoc et L’Amazone (1861), que foi usada na elaboração da defesa apresentada pelo Barão do Rio Branco, ao definir os direitos do Brasil na questão de limites com a França em 1900.

Fazem parte do acervo urnas funerárias dos povos indígenas Maracá e Cunani, encontradas nas escavações arqueológicas; objetos pessoais do primeiro governador do Amapá, Janary Gentil Nunes e também do herói amapaense na luta pela defesa da fronteira, Francisco Veiga Cabral, conhecido como Cabralzinho.

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Fonte: G1

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