Preservação de dados em provedores e e-mail 'adulterado': pacotão

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Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.

>>> Até quando dados ficam armazenados?
Estou com um problema, que pelo o que me parece é um problema recorrente na atualidade. De acordo com algumas informações que obtive por meio da internet, li que o Facebook armazena permanentemente nossas conversas enviadas em seus servidores. Com isso entrei em um dilema que parece não ter fim… gostaria de saber se tal informação procede.
Hugo Barros

Na verdade, Hugo, não dá para saber – logo, quem disse que o Facebook armazena “permanentemente” as conversas também está blefando. Tecnicamente, o Facebook permite que você exclua sua conta permanente e oferece um prazo de 90 dias para que todos os dados sejam excluídos, inclusive dos sistemas de backup (cópias extras que o Facebook faz para poder garantir acesso aos seus dados no caso de erros em determinados sistemas).

A documentação relativa a esse processo está aqui.

O Facebook também nega que seja possível recuperar mensagens já apagadas. Você pode ler sobre isso aqui.

Apesar disso, nenhum desses tópicos trata de solicitações judiciais. Embora você não possa recuperar uma mensagem apagada a partir das opções existentes em seu perfil, não quer dizer que o Facebook não possa fazê-lo se houver uma ordem judicial.

Primeiro, o óbvio: mesmo que você apague a conversa em seu perfil, é possível que a outra pessoa não tenha apagado a conversa. Dessa forma, alguém pode solicitar, judicialmente, que o Facebook forneça essa conversa sua ainda armazenada no perfil da outra parte.

Quanto a outros dados, a existência ou não deles vai depender do momento em que houver uma solicitação da justiça. Se uma conversa foi apagada por todas as partes, é improvável que o Facebook a mantenha para sempre em seus servidores, mas não há como afirmar isso com certeza. Vale ressaltar que o Facebook, assim como praticamente todas as grandes empresas de internet, não faz comentários sobre sua capacidade de atender demandas judiciais.

Legalmente, o Brasil exige retenção de dados por seis meses. Nos Estados Unidos, o prazo é de 180 dias, se houver pedido do governo. Na prática, a retenção de dados após eles não serem mais necessários é voluntária.

Caso você queira ter uma conversa realmente particular por meio do Facebook, você pode usar a função de chat secreto. Em seu celular ou tablet, toque no botão de detalhes do perfil e depois em “iniciar conversa secreta”. Conversas secretas são criptografadas para que o Facebook não tenha acesso ao conteúdo das mensagens.

>>> E-mail ‘adulterado’ com mais anexos
Gostaria de saber como verificar um e-mail que um destinatário recebeu um anexo diferente do enviado. Exemplo: enviei um e-mail para 5 pessoais, 4 receberam o e-mail normal contendo 4 anexos e 1 recebeu o e-mail contendo 6 anexos. Acredito que seja um vírus trocando os anexos, mas não sei como verificar.

Já efetuei a verificação na máquina e na rede e não consta nada.
Rafael Andreassa

Em alguns casos, programas de e-mail ou serviços de e-mail podem exibir mais anexos do que outros. Não é porque a mensagem de e-mail é diferente, mas sim porque aquele programa de e-mail ou o serviço não reconhece o anexo da mesma forma que outro. Isso pode ocorrer especialmente quando o e-mail for em HTML (e-mail com formatação como negrito, itálico e imagens). Normalmente, os anexos “extras” não tem qualquer informação relevante.

De fato, existem vírus que acrescentam anexos a mensagens enviadas. Esse tipo de praga digital é bastante rara hoje em dia, então as chances de algo assim acontecer são pequenas. A verificação nesse caso deve ser feita com programas antivírus na máquina de onde os e-mails foram enviados.

De todo modo, é mais fácil verificar isso no e-mail em si. Quando um vírus altera um e-mail, ele adiciona anexos contendo códigos, como arquivos de programas (“.exe”, “.bat”, “.cmd” e outros), scripts (“.vbs”). Se o tipo de arquivo anexado “a mais” não for algum desses, é improvável que o e-mail tenha sido de fato alterado. É mais provável que há apenas alguma diferença de exibição, especialmente se quem está vendo os anexos diferentes usa um serviço ou programa diferente dos demais.

O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

Fonte: G1

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