Presidente reeleito do Quênia pede calma; protestos deixam mortos

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Após o anúncio da reeleição do presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, confrontos entre manifestantes e forças de segurança deixaram ao menos onze mortos, de acordo com a agência Reuters.

Leonard Katana, comandante da polícia regional, as mortes ocorreram na região de Kisumu, cidade onde Odinga tem um forte apoio. Cinco pessoas também ficaram feridas por tiros na mesma região.

A agência Efe afirma, citando as ONGs Human Rights Watch e Compromisso e a mídia local, foram registradas mortes em Kisumu, Mathare (Nairobi) e em Siaya.

Kenyatta teve 54,3 % dos votos de terça-feira (8), à frente do rival Raila Odinga, que teve 44,7 %, de acordo com números divulgados pelo chefe da comissão eleitoral, Wafula Chebukati. Quase 80 % dos 19 milhões de eleitores registrados votaram.

Neste sábado, a polícia voltou a disparar e usar gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes de oposição que bloqueavam ruas e montavam barricadas nas favelas de Mathare e Kibera, em Nairobi, capital do país.

Falando após o resultado ser anunciado, Kenyatta ofereceu um ramo de oliveira à oposição, pedindo unidade nacional e paz. “Me estendo a vocês, me estendo a todos seus apoiadores”, disse Kenyatta em comentários direcionados a Odinga. “Para nossos irmãos, nossos dignos concorrentes, nós não somos inimigos, nós somos todos cidadãos da mesma república”, declarou, segundo a Reuters.

A eleição marcou uma dura disputa entre as duas principais dinastias políticas do país da África Oriental. Kenyatta, um rico empresário de 55 anos e filho do presidente fundador do Quênia, enfrentou Raila Odinga, um ex-prisioneiro político de 72 anos e filho do primeiro vice-presidente do Quênia.

A tensão nas eleições é elevada porque expõe um confronto entre duas etnias. Kenyatta é amplamente visto como o representante do povo Kikuyu, o maior grupo étnico do país, enquanto Odinga está associada ao grupo Luo, que nunca conseguiu eleger um chefe de estado, de acordo com a Associated Press.

Após a eleição de 2007, cerca de 1.200 pessoas foram mortas e centenas de milhares de habitantes foram deslocados, em protestos que levaram a confrontos entre diferentes etnias.

Fonte: G1

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