Preso por fraudar redação do Enem em 2016 no AP terá nota anulada pelo MEC

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Em novembro, o jovem foi preso ao sair do local de prova em uma faculdade particular da capital. Ele confessou que sabia o tema da redação antes de iniciar o segundo dia de exame.

A prisão fez parte da 2ª fase da operação “Jogo Limpo”, deflagrada em sete estados. Com ele, a polícia encontrou um texto com o assunto “intolerância religiosa”, aplicado no Enem a quase 6 milhões de candidatos em todo o país.

De acordo com o MEC, ele foi selecionado para cursar medicina em uma instituição federal da região Norte. O G1 apura se ele estuda na Universidade Federal do Amapá (Unifap).

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou nesta terça-feira (12) o cancelamento dos resultados de 13 participantes das edições do Enem em 2015 e 2016. A maioria está matriculada em cursos de medicina e odontologia em universidades federais das regiões Norte e Nordeste.

O grupo foi indiciado após a conclusão de um inquérito policial instaurado pelo Departamento da PF. A pena para esse tipo de crime é de multa e reclusão de até 6 anos. O MEC informou que vai notificar as instituições onde estão matriculados esses participantes.

Além da anulação dos resultados, o Inep vai reforçar procedimentos de segurança na aplicação da prova. Os cadernos de provas, por exemplo, serão identificados com nome e número de inscrição dos participantes a partir deste ano.

Preso no dia 7 de novembro, o candidato foi levado para a Superintendência da PF onde pagou fiança de um salário mínimo e meio, cerca de R$ 1.320,00, e foi liberado. Em depoimento, ele revelou que recebeu o tema da redação de uma amiga horas antes do exame na manhã do segundo dia de prova.

A operação, segundo a polícia, chegou até o suspeito após a investigação apurar que o candidato apresentou indícios de fraude com base em respostas das provas feitas por ele em anos anteriores. Os agentes da PF se disfarçaram de aplicadores da prova para fazerem a prisão.

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Fonte: G1

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