Putin fala com Trump de conflito palestino-israelense e recebe Mahmoud Abbas em Moscou

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O presidente russo, Vladimir Putin, falou nesta segunda-feira (12) por telefone com seu colega americano, Donald Trump, sobre o conflito palestino-israelense e recebeu no Kremlin o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

“Acabo de falar por telefone com o presidente dos Estados Unidos, o senhor Trump. Evidentemente falamos do conflito palestino-israelense”, afirmou Putin ao início da reunião com Abbas no Kremlin.

“A situação agora (no Oriente Médio) está muito longe do que todos gostariam de ver”, admitiu Putin, que lembrou que recentemente recebeu em Moscou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A medida do presidente americano, que era uma promessa de campanha, gerou revolta entre os palestinos, que querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado. A Rússia sempre apoiou a aspiração palestina de criar um Estado independente nas fronteiras anteriores à guerra de 1967 com capital em Jerusalém Leste e de acordo com as resoluções da ONU aprovadas a respeito.

Abbas disse que os palestinos, “a partir deste momento, se negam a cooperar com os americanos em qualidade de mediadores” nas negociações de paz com Israel.

O líder palestino propôs um mecanismo no qual participem vários mediadores, incluído os EUA, ao estilo do formato utilizado pelo Ocidente para chegar a um acordo com o Irã sobre o controverso programa nuclear.

“Nós não temos nenhuma contraindicação em relação a um formato de mediação multilateral”, comentou Abbas.

Os palestinos consideram que o Quarteto do Oriente Médio (União Europeia, ONU, Estados Unidos e Rússia) está “morto”, em grande medida porque os Estados Unidos atuam em conivência com Israel, e deve ser substituído por outro mecanismo.

O ministro palestino de Assuntos Exteriores, Riad al Maliki, garantiu nesta segunda na emissora Voz da Palestina que a Rússia poderia assumir um papel de liderança nesse mecanismo multilateral que deve impulsionar o processo de paz, estancado desde 2014.

Putin não economizou críticas contra a decisão de Trump de transferir a embaixada americana a Jerusalém.

Fonte: G1

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