Roraima tem 79,5% das rodovias com algum tipo de problema, diz estudo da CNT

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BR-210, no Sul de Roraima, tem um trecho crítico de cerca de 6km (Foto: Eliel França/Arquivo pessoal)BR-210, no Sul de Roraima, tem um trecho crítico de cerca de 6km (Foto: Eliel França/Arquivo pessoal)

BR-210, no Sul de Roraima, tem um trecho crítico de cerca de 6km (Foto: Eliel França/Arquivo pessoal)

Roraima tem 79,5% das rodovias com algum tipo de deficiência no estado geral, segundo a 21ª Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) de Rodovias. São 799 km da extensão avaliadas como regular, ruim ou péssima.

O estudo foi feito em 2016 e inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via.

Equipes da CNT percorreram 1.005 km em Roraima e apenas 20,5% (206 km) tiveram classificação no nível ótimo ou bom. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados na pesquisa.

O levantamento identificou, ainda, cinco trechos com buracos grandes e três com erosões na pista que colocam em risco o condutor ao trafegar pela rodovias BR-210 e BR-174.

No final do mês passado, um morador de São Luiz, no Sul de Roraima, denunciou ao G1 a situação precária de um trecho da BR-210. A rodovia está com um trecho de cerca de 6 km sem asfalto e por isso tem péssima trafegabilidade, segundo a denúncia.

Investimentos necessários

Na avaliação da CNT, estima-se que são necessários R$ 224,71 milhões apenas para as ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias, com a implementação de sinalização adequada. Já para a manutenção dos trechos classificados como desgastados, o custo estimado é de R$ 199,28 milhões.

Classificação do Estado Geral – Extensão Total

Fonte: 21ª Pesquisa CNT de Rodovias

Detalhamento das condições

A pesquisa classificou o pavimento como regular, ruim ou péssimo em 50,7% da extensão avaliada em Roraima, enquanto que 49,3% foram considerados como ótimos ou bons; 64,4% da extensão pesquisada apresentam a superfície do pavimento desgastada.

Nessa variável, são observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais. O estudo apontou que há problemas de sinalização em 74,6% da extensão avaliada (classificação regular, ruim ou péssima). Em 25,4%, o estado foi classificado como ótimo ou bom.

Ao analisar os trechos onde foi possível a identificação visual de placas, apenas 1,1% apresentou placas desgastadas ou totalmente ilegíveis.

O tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, decurvas perigosas e de acostamento estão incluídos na variável geometria da via.

A pesquisa constatou que 85,7% da extensão pesquisada não tem condições satisfatórias de geometria; 14,3% tiveram classificação no nível ótimo ou bom nesse aspecto. O stado tem 98,1% da extensão das rodovias avaliadas de pista simples de mão dupla.

Mapa mostra onde ficam pontos críticos e outros principais problemas em rodovias de Roraima  (Foto: Reprodução/CNT)Mapa mostra onde ficam pontos críticos e outros principais problemas em rodovias de Roraima  (Foto: Reprodução/CNT)

Mapa mostra onde ficam pontos críticos e outros principais problemas em rodovias de Roraima (Foto: Reprodução/CNT)

Fonte: G1

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