Salário dos servidores: aumento e arrependimento

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Adiar o reajuste dos servidores públicos não é uma inovação da crise fiscal de agora. A medida foi adotada ainda no governo Dilma Rousseff. Em setembro de 2015,  os então ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciaram o adiamento de janeiro para agosto a data para o reajuste dos servidores, com o que se economizaria R$7 bilhões.

 

Nelson Barbosa, na entrevista aos jornalistas, justificou a medida:” “Estamos vendo aumento do desemprego no setor privado e reajustes de salários sem contemplar a inflação. A média de salários (do setor público) é superior ao setor privado. Nesse momento de travessia fiscal, nesse esforço de elevar o superavit primário, todos estão fazendo a sua parte”.

 

Vejam que, naquela altura, os ministros da área econômica ainda falavam em aumentar o superávit fiscal. A situação se agravou tanto que o desespero de agora é o de quanto aumentar o déficit das contas públicas.

 

Os ministros anunciaram também a suspensão de concursos públicos que previam a contratação de mais 40 mil servidores. Foi a primeira medida do governo do PT para conter a avalanche de contratações e reajustes salariais dos servidores que vinha desde 2007/2008.

 

No ano passado o governo Michel Temer, ainda interino no cargo,  aprovou na Câmara em junho e no Senado, em julho, o reajuste dos servidores negociado no ano anterior pelo governo Dilma, a um custo de R$53 bilhões até 2019.

 

O ministro do Planejamento, que havia participado da negociação com os servidores no governo Dilma, justificou a aprovação do aumento: ” reabrir as negociações levaria a uma crise de funcionamento do serviço público e muito dificilmente conseguiríamos acordo melhor”.

 

O reajuste dos servidores certamente foi o caso único no Congresso de acordo entre governo Temer e a oposição, afastada do poder com impeachment de Dilma

 

Quando o reajuste foi aprovado na Câmara, o líder do governo, deputado Baleia Rossi (PMDB-SP), afirmou: ” A votação desses reajustes foi uma sinalização do governo do presidente Michel Temer da importância que ele dá aos servidores do funcionalismo público”. 

 

Quando foi aprovado no Senado, o senador Lindbergh Faria (PT-RJ) justificou a posição do partido:” A oposição participa do acordo. A negociação já tinha sido feita antes pela presidente Dilma. Foi um acordo bem conduzido e bem construído”.

Fonte: G1

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