Se ligue nos links (13 de janeiro)

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1) Depois da cerimônia do Globo de Ouro em que as mulheres compareceram vestidas de negro em protesto contra agressões sexuais, cem mulheres francesas, entre as quais a atriz Catherine Deneuve, assinam o manifesto publicado no Monde (reproduzido na íntegra no Kassatya) contra a onda de acusações de assédio, conhecida pela hashtag #metoo em inglês. Na New Yorker, Lauren Collins defende o movimento.

2) O discurso da atriz Oprah Winfrey na cerimônia, interpretado com o lançamento de sua candidatura à sucessão de Donald Trump, é criticado por Anne Applebaum no Washington Post. “O fato de alguém levar a sério ‘Oprah para presidente’ é mais uma ilustração de quão degradada a democracia americana se tornou”, escreve Anne. Na New York Review of Books, Pankaj Mishra critica a política das celebridades, que considera semelhante ao culto de personalidade nos regimes totalitários.

3) Entre as dezenas de resenhas e críticas ao livro Fire and Fury, de Michael Wolf, sobre o primeiro ano do governo Trump, destaca a de Susan Glasser, na New Yorker. Ela falou com Wolff e explica como as limitações de Wolff para entender Washington, mais do que apenas pequenos erros factuais, prejudicam a narrativa do livro. Também na New Yorker, Eyal Press tenta aplicar as ideias do economista Albert Hirschman numa análise do governo Trump. Ainda na New Yorker, Andrew Marantz conta por que a saída de Steve Bannon do site Breitbart representa um golpe irreparável em sua trajetória política. No New York Times, David Brooks – um colunista conservador que apoiou diversos governos republicanos, mas se recusou a apoiar Trump – critica o movimento anti-Trump, cujos métodos e discurso ele considera tão primitivos quanto os do próprio Trump. No site do American Enterprise Institute, Jeffrey Tucker argumenta que o livro de Wolff, na verdade, favorece Trump no cenário político.

4) No Project Syndicate, Ian Buruma conta por que o Japão tem passado imune à onda populista que varre o planeta. A resposta tem a ver com desigualdade e classe média.

5) Um estudo da UN Watch publicado no ano passado revela como o antissemitismo é ensinado nas escolas financiadas pela ONU na Palestina.

7) Na Tablet, Wesley Yang investiga a crítica de Henry Louis Gate à vitimização e à política identitária nos Estados Unidos e argumenta que, na verdade, ambas tornam mais difícil o combate ao racismo institucional.

8) O Guardian noticiou que o University College London investigará a conferência secreta realizada no campus sobre inteligência e eugenia, que resultou na queda do czar da educação do governo Theresa May. No Areo Magazine, Malhar Mali relembra um livro de Steven Pinker de 15 anos para demonstrar seu inconformismo com a tese, tida como tabu na academia, de que a mente não tem nenhum traço inato, conhecida como “tábula rasa”.

9) A New York Times Magazine fez um perfil investigativo do bilionário chinês Guo Wengui, que, do exílio em Nova York, denunciou uma teia de corrupção na elite de seu país.

10) Na Foreign Policy, Max Boot desvenda a lenda do espião americano Edward Landsdale, frequentemente comparado a James Bond.

11) A Vanity Fair conta a história fascinante da mais longa viagem de caiaque já registrada. Falido, o empresário Oskar Speck fugiu da Alemanha em 1932, antes de Hitler chegar ao poder, e levou sete anos e meio remando até a Austrália.

Fonte: G1

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