Se ligue nos links (2 de dezembro)

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1) O melhor antídoto para as notícias falsas é publicar a verdade, como fez o Washington Post, ao desmascarar a mulher que fez acusações mentirosas contra o candidato republicano ao Senado no Alabama, Roy Moore (foto), tentando desacreditar o trabalho do jornal. Ou o Snopes, ao desmentir o tuíte mentiroso sobre a agressão a um jovem de muletas na Holanda, retuitado pelo presidente americano, Donald Trump. No Axios, Jim VandeHei disseca o método Trump de manipulação do ciclo de notícias (ele já usou a expressão “fake news” 124 vezes antes das 9 da manhã). No New York Times, Bret Stephens pergunta se é possível manter a indignação sem cair nas armadilhas dele. O Newswhip mostra que, apesar das tentativas de conter as notícias falsas, conteúdos partidários e polarizados dominam o Facebook.

2) O EconoFact disseca os efeitos da proposta de reforma tributária do governo Trump para concluir que é mais provável um aumento que uma redução na dívida pública. Na Atlantic, Bradford Wilcox e Samuel Hammond argumentam que ela é uma traição aos eleitores que acreditaram em Trump como um porta-voz dos anseios dos trabalhadores. Em ensaio também na Atlantic, Adam Serwers afirma que o nacionalismo e a discriminação motivaram mais os eleitores Trump do que as agruras econômicas. No New York Times, Ross Douthat critica essa visão. Em relatório, a Economist Intelligence Unit analisa o que esperar de democratas e republicanos nas eleições legislativas de 2018 nos Estados Unidos.

3) O Times publicou um perfil controverso de um jovem neonazista que participou da manifestação de Charlottesville em agosto (foto). Na Tablet, Paul Berman critica menos a decisão de publicá-lo do que as conclusões extraídas dele. A New Yorker perfilou o escritor francês Renaud Camus, um dos inspiradores dos movimentos de extrema-direita e do slogan antissemita entoado pelos manifestantes em Charlottesville. Camus ja fora entrevistado pelo Vox na ocasião. A Tablet retratara outro ideólogo francês da extrema-direita, Jean Raspail, considerado um dos ídolos do ex-estrategista-chefe de Trump, Stephen Bannon.

4) A série de escândalos de abusos sexuais cruzou o Atlântico e atingiu a França de modo peculiar, com as acusações contra o militante islâmico Tariq Ramadan, relata Adam Shatz na New Yorker. Na New York Review of Books, Laura Kipnis resenha o novo livro de Gretchen Carlson, a primeira a acusar de assédio o então todo-poderoso da Fox News, Roger Ailes (foto).

5) Na New Yorker, Jane Mayer pergunta qual será o impacto na independência editorial da venda da editora de revistas Time Inc. para a Meredith, em parte financiada pelos irmãos bilionários Charles e David Koch, conhecidos por apoiar causas conservadoras e por tentar cercear o trabalho de jornalistas independentes como ela.

7) O Niskanen Center analisa se o tamanho das gigantes tecnológicas do Vale do Silício justifica uma ação antitruste mais enérgica das autoridades. A New Yorker reproduziu um trecho do novo livro de Noam Cohen sobre a relação do Vale do Silício com a política, em que ele narra as origens da repulsa no meio digital pela repressão a qualquer tipo de discurso, mesmo aquele que defende as ideias mais abjetas.

9) Um estudo da Universidade de Genebra noticiado pelo ScienceDaily comprova mais uma vez o elo entre a obesidade e a resistência à insulina nas células do fígado, reforçando a hipótese de que o maior responsável pela epidemia é o açúcar.

10) Na New Yorker, o neurocientista Daniel Levitin relata sua experiência pessoal depois de levar uma pancada na cabeça que afetou sua memória num acidente de trânsito. A New York Review of Books continua a publicar a série de diálogos a respeito da consciência entre o escritor Tim Parks e o filósofo e neurocientista Riccardo Manzotti. No décimo-terceiro de quinze capítulos, eles falam de pizza.

11) No Thrive Global, Ryan Holiday dá suas dicas para ler mais sem esquecer o que foi lido.

Fonte: G1

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