Servidores do HU no Piauí deflagram greve e serviços são suspensos

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Servidores do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) deflagraram uma greve nesta terça-feira (19). Por conta do movimento, alguns serviços foram suspensos como marcação de consultas e funcionam com apenas 30% dos funcionários os serviços essenciais. No Piauí há aproximadamente 1.600 servidores. A categoria diz que o movimento é nacional e que apenas o setor de internação está funcionando 100%.

A greve acontece em outros 13 hospitais que são comandados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). De acordo com o delegado sindical Miguel Viana, a greve foi decidida em assembleia geral depois que a empresa Ebserh não entrou em acordo em relação às reivindicações da categoria.

Miguel contou que em dezembro de 2016 foi protocolada a pauta única, uma negociação com a empresa. “Foi um acordo coletivo para ano de 2017 até 2018 sendo que após varias reuniões, nada foi ofertado, pelo contrário, a empresa está propondo reajuste zero e corte nos benefícios como ticket alimentação, auxílio creche e auxílio transporte ofertado pela empresa. O arrocho financeiro interfere diretamente no serviço hospitalar uma vez que Hospitais Universitários são proibidos de fazer qualquer tipo de contração de pessoal ou de pagar horas extras. Queremos a reposição inflacionária em nosso reajuste salarial e que estes cortes não aconteçam”, disse.

O delegado revelou ainda que o Hospital Universitário no Piauí tem carência de médicos e que com a greve a população vai sofrer ainda mais. “ A demanda de população aumentou e serviços não responde no mesmo nível. Tem carência de cirurgiões cardíacos, técnicos de enfermagem e enfermeiros e com a greve o serviço ficou pior”, disse.

O G1 procurou, mas ainda não conseguiu contato com a Ebserh.

Fonte: G1

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