Suécia é notificada sobre libertação do dissidente Gui Minhai na China

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O governo da Suécia anunciou nesta terça-feira (24) que foi notificado pela China de que o sueco de origem chinesa Gui Minhai, funcionário de uma editora especializada na publicação de livros sobre a vida privada dos dirigentes chineses, foi libertado depois de passar dois anos na prisão. A filha de Minhei, no entanto, diz que ainda não teve notícias do pai.

Entre outubro e dezembro de 2015, cinco editores e livreiros de Hong Kong críticos ao regime comunista chinês desapareceram misteriosamente, mas ressurgiram meses mais tarde sob custódia das autoridades de Pequim. Todos eles foram libertados pouco depois após pressão internacional, menos Gui.

“Recebemos das autoridades chinesas a informação de que foi libertado”, disse à AFP Sofía Karlberg, porta-voz do ministério sueco das Relações Exteriores, sem revelar detalhes sobre os motivos nem a data da libertação.

Em uma mensagem divulgada no Twitter, a titular de Relações Exteriores do país escandinavo, a social-democrata Margot Wallström, deu “boas-vindas” à notícia, mas ressaltou que são necessários “maiores esclarecimentos” sobre o caso por parte da China.

No entanto, a filha do livreiro, Angela Gui, afirmou pelo Twitter que ainda não tem notícias do pai. “Quero enfatizar que enquanto nos dizem que Gui Minhai foi solto ele NÃO está livre”, disse. Ele desapareceu de novo, provavelmente pelo governo chinês”.

Angela explicou em um comunicado que o Ministério das Relações Exteriores da China informou à Suécia, há duas semanas, que o ativista seria libertado no dia 17 após cumprir uma condenação por um suposto crime de trânsito.

“Ao receber a notícia de sua iminente libertação, a embaixada enviou seu pessoal ao local onde diziam que o meu pai estava detido e onde ele recebeu visitas em três ocasiões anteriormente. No entanto, quando chegaram pela manhã, um funcionário lhes avisou que (Gui) tinha sido libertado à meia-noite”, contou Angela.

Nem a embaixada da Suécia nem a família foram contatadas por Gui, segundo sua filha, que relatou que o consulado sueco em Xangai recebeu ontem “um telefonema estranho” de alguém que dizia ser o livreiro, anunciando que solicitaria um passaporte sueco em um ou dois meses, mas que antes queria passar um tempo com sua mãe doente.

Fonte: G1

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